No Dia Mundial da Pré-eclâmpsia, SES-TO destaca a promoção da saúde materna-infantil

A Pasta busca conscientizar a população sobre a grave doença conhecida como pressão alta da gravidez
por Ananda Santos/Governo do Tocantins
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Todos os anos o dia mundial da pré-eclâmpsia é celebrado em 22 de maio - Foto: Divulgação SES-TO file_download

Em promoção da saúde materna-infantil, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) destaca na quinta-feira, 22, o Dia Mundial da Pré-eclâmpsia, uma complicação grave da gravidez caracterizada pela elevação da pressão arterial. A ação busca conscientizar a população sobre a doença, para evitar agravos, uma vez que existe tratamento para a hipertensão na gravidez e o acompanhamento da gestante é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o coordenador do Serviço de Medicina Fetal do Hospital e Maternidade Dona Regina (SMF/HMDR), Fábio Ruiz de Moraes, “a pré-eclâmpsia é uma das doenças que mais mata mulheres no mundo, a quantidade é tamanha que é como se todo dia caísse um avião cheio de grávidas e ninguém falasse nada. Aqui no Brasil, temos o pré-natal e quando bem feito com especialista, previne a forma grave da doença, até nas unidades básicas de saúde o rastreio pode ser feito. A solicitação do exame ultrassonográfico que avalia a circulação de sangue nas artérias uterinas, que é o Doppler das artérias uterinas, também pode ser solicitado na UBS. Ele evita que a paciente chegue aos hospitais já com as complicações e em estado grave”.

Sobre os sintomas da doença, a ginecologista, obstetra e diretora clínica do HMDR, Veruska Pinheiro comentou que, “pressão alta, inchaço, dor de cabeça e alterações na visão são sinais de alerta. Por isso apoio a campanhas como essa é importante, informação é a melhor forma de prevenção, a pré-eclâmpsia é uma condição grave da gravidez que pode colocar em risco a vida da mãe e do bebê. Promover o conhecimento sobre a pré-eclâmpsia é garantir que mais mulheres possam viver uma gestação segura e saudável”.

 

Dados

No Brasil, a pré-eclâmpsia é uma condição grave que afeta entre 3% a 5% das gestantes e é a principal causa de morbimortalidade materna. Por isso, visando reestruturar a rede de atenção à saúde materna e infantil, o governo federal implantou o programa Rede Alyne que busca reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027, o SUS tocantinense já aderiu ao programa.

No Tocantins, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) apontam que em 2023 foi registrado 01 óbito causado por hipertensão gestacional com proteinúria significativa; em 2024 foram 02 e entre janeiro a maio de 2025 não foi registrado óbito por esta causa no Estado. Já por eclâmpsia, em 2023 foi registrado 01 óbito; 2024 não foi registrado e em 2025 foi 01 óbito registrado.

Sobre os dados mundiais, em 04 de abril de 2025 a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou dados atualizados, os quais apontam que no mundo, em todos os anos, são cerca de 46.000 mortes maternas e 500.000 mortes fetais ou de recém-nascidos, em decorrência da pré-eclâmpsia. 

 

Acompanhamento

O acompanhamento médico realizado durante o pré-natal é fundamental para a detecção precoce e tratamento da pré-eclâmpsia. A gestante precisa ir à Unidade Básica de Saúde (UBS) para iniciar o atendimento gratuito disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que inclui consultas regulares, exames, medicações e orientações. 

“Se não for tratada, a pré-eclâmpsia pode trazer riscos sérios tanto para a mãe quanto para o bebê, como convulsões, parto prematuro ou até mesmo óbito. A boa notícia é que existem medidas eficazes para prevenir ou reduzir os riscos da pré-eclâmpsia e a principal delas é o acompanhamento pré-natal regular. Pelo SUS nós fazemos as ações de prevenção, duas delas é a suplementação de cálcio de forma universal a todas as gestantes e o uso do ácido acetilsalicílico para aquelas com risco maior”, afirmou a presidente do Comitê Estadual da Prevenção da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil (CEPOMFI), Raquel Marques.

 A servidora pública e assistente jurídica, Valéria Bonfim teve pré-eclâmpsia na gestação do primeiro filho, foi acompanhada no HMDR e contou como foi a experiência. “No terceiro mês meus pés começaram a inchar e a médica já desconfiou que fosse pré-eclâmpsia, porque a minha pressão vivia alta. Eu sentia só pressão alta e muita dor de cabeça. Então a médica me encaminhou para o alto risco e lá o médico já entrou com a medicação necessária para controlar a pressão. E foi assim até o final da gestação, tive diabetes gestacional também e com 39 semanas em uma consulta a médica falou para induzirmos o parto para evitar complicações. O bebê já estava pronto, fizemos os preparativos e ele nasceu saudável com 39 semanas, deu tudo certo”.

 

Edição: Aldenes Lima - Governo do Tocantins

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