Em 16 de outubro, é comemorado o Dia Mundial da Alimentação, criado com o objetivo de promover a conscientização sobre a fome no mundo, a segurança alimentar, a nutrição, a sustentabilidade, redução do desperdício, ações que promovam a colaboração entre produtores, consumidores e organizações, além de políticas públicas que garantam acesso equitativo a alimentos nutritivos para todas as pessoas. Pensando nisso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), chama atenção para o compromisso com o direito à alimentação e à segurança alimentar.
Segundo a nutricionista do ambulatório pediátrico do Hospital Geral de Palmas (HGP), Camila Lemos, “os alimentos são a maior e melhor fonte de nutrientes essenciais para o pleno desenvolvimento da criança e para o bom funcionamento físico e cerebral, contribuindo para uma maior saúde, qualidade de vida e bem-estar. Por esse motivo , alimentação saudável deveria ser um tema prioritário na ação de políticas públicas, pois boas escolhas alimentares contribuem para a prevenção de muitas doenças como: hipertensão arterial, diabetes, obesidade, câncer, entre outras.
De acordo com o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), em 2024, 31% das pessoas entre O e 19 anos estão com sobrepeso ou obesidade. “No ambulatório infantil do HGP, em um ano, houve em torno de 180 atendimentos nutricionais a crianças com sobrepeso ou obesidade. Durante a consulta, é feita uma abordagem educacional com as crianças, pais e tutores, procurando sempre respeitar cada família na sua individualidade, com sua realidade e dificuldade exposta, para que a proposta de tratamento tenha adesão e engajamento das pessoas envolvidas”, acrescentou a especialista.
O Tocantins é o segundo estado das regiões norte e nordeste com o melhor índice de segurança alimentar. Conforme números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023, das 566 mil famílias que residem no Estado, 402 mil possuem acesso permanente à alimentação adequada, encontrando-se com plena segurança alimentar.
Guia Alimentar
O Guia Alimentar para a População Brasileira, produzido pelo Ministério da Saúde, é um instrumento para apoiar e incentivar práticas alimentares saudáveis no âmbito individual e coletivo. Ele reúne um conjunto de informações e recomendações sobre alimentação que contribuem para a promoção da saúde de pessoas, famílias e comunidades e da sociedade como um todo, hoje e no futuro.
Segundo a nutricionista da Diretoria de Atenção Primária da SES-TO, Terezinha Franco, “o Guia alimentar é uma ferramenta de educação alimentar, que tem sido um grande apoio para as equipes de Atenção Primária dos municípios no trabalho de educação alimentar e nutricional da população. É uma ferramenta de promoção da alimentação saudável que visa melhorar a saúde e diminuir e controlar problemas nutricionais, como obesidade, que é uma doença crônica que pode levar a um aumento dos casos de câncer e doenças cardiovasculares”.
Desafios alimentares
• Contaminação: mais de 600 milhões de pessoas adoecem e 420 mil morrem a cada ano em decorrência do consumo de alimentos contaminados por bactérias, vírus, parasitas, toxinas e produtos químicos.
• Pouca diversidade: embora mais de 6 mil espécies de plantas sejam cultivadas para alimentação, apenas 9 representam 66% da produção total de cultivos. Quase um terço das populações de peixes estão sobreexploradas e 29% das raças de gado locais estão em risco de extinção.
• Perda e desperdício: em escala global, 13% dos alimentos, avaliados em cerca de 400 bilhões de dólares, são perdidos desde a colheita até a venda no varejo, mas sem incluí-la. Outros 19% são desperdiçados nos níveis de varejo e consumo.
Avanços no Brasil
• O Brasil não está mais no Mapa da Fome. O anúncio foi feito pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) dia 28 de julho de 2025, em Adis Abeba, Etiópia. O resultado reflete a média trienal 2022/2023/2024, que colocou o país abaixo do patamar de 2,5% da população em risco de subnutrição ou de falta de acesso à alimentação suficiente. A conquista foi alcançada em apenas dois anos, tendo em vista que 2022 foi um período considerado crítico para a fome no Brasil.
• Os resultados do Brasil estão associados à articulação de uma rede de proteção social. Ações estruturantes, como o Programa Fome Zero e o Bolsa Família, complementadas com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), os bancos de alimentos e de leite, os restaurantes populares e as cozinhas solidárias, são exemplos de como políticas públicas coordenadas entre vários entes governamentais e articuladas com as organizações da sociedade podem ser efetivas no combate à fome.
LINK GUIA ALIMENTAR:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf
Edição: Aldenes Lima/Governo do Tocantins
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