No Dia Estadual de Luta contra Hanseníase, SES-TO conscientiza população sobre prevenção e tratamento

O Sistema Único de Saúde oferece tratamento a partir a Atenção Básica
por Alysson-Neya Chaves / Governo do Tocantins
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Avaliação neurológica em hanseníase contribui para diagnóstico precoce e proporciona qualidade de vida - Foto: Raiza Milhomem/Semus Palmas file_download

Em alusão ao Dia Estadual de Luta contra a Hanseníase, 25 de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde reforça que procurar o atendimento médico ao observar os primeiros sintomas continua sendo o mais indicado. No Tocantins há incidência também na população jovem.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) apontam que de janeiro a agosto de 2025 foram registrados 649 novos casos de Hanseníase no Tocantins, sendo que 38 pessoas são menores de 15 anos. E em 2024 foi um total de 883, destes 61 pacientes são menos de 15 anos.

Entre as ações para combater a doença, a SES-TO realiza capacitações dos profissionais em Avaliação Neurológica Simplificada para hanseníase para os 139 municípios, além de abordar aspectos da vigilância em saúde da hanseníase; qualificação do banco de informação referente aos dados da hanseníase (SINAN); Construção do plano de enfrentamento junto aos municípios silenciosos para Hanseníase no Tocantins.

No cronograma de atualizações dos profissionais consta a capacitação em Avaliação Neurológica Simplificada (ANS) que acontece entre os dias 1º de setembro a 14 de novembro, na  Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), em Palmas direcionada aos profissionais de saúde dos municípios da macrorregião sul do Tocantins. E no primeiro semestre a atualização foi para os profissionais da macrorregião norte do estado que ocorreu no Hospital de Doenças Tropicais (HDT/UFT), em Araguaína.

A coordenadora Estadual da Hanseníase/SES-TO, Márcia Faria e Silva, explica que o estado do Tocantins intensifica as ações para melhor atender a população, principalmente, porque segundo os parâmetros do Ministério da Saúde, o Estado é classificado como hiperendêmico (uma doença constante e persistentemente com alta taxa de incidência). “Buscamos qualificar os profissionais de saúde que atuam, em todos os níveis de atenção, no atendimento e monitorando dos casos de hanseníase e seus contatos, com o objetivo de enfrentar esta doença controlando o número de casos novos, além de promover a melhoria na qualidade de vida desta população evitando o surgimento de possíveis incapacidades físicas”.

A moradora de Araguaína, Marli Ferreira Lima, disse que sofria com dores. “Eu sentia muita dores nas pernas. E então fui fazer outros exames e para minha surpresa, além de outras comorbidades, estava também com a hanseníase, mas graças a Deus estou sendo bem acompanhada”.

Doença
A hanseníase é uma doença infecciosa que afeta a pele e os nervos periféricos. O diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento, a cura e a prevenção de sequelas. Geralmente, o período de incubação da hanseníase dura em média de dois a sete anos.

Sinais e sintomas
Os sinais e os sintomas mais frequentes da hanseníase são manchas brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas em áreas da pele com alteração da sensibilidade térmica; comprometimento dos nervos periféricos; diminuição dos pelos e do suor; sensação de formigamento e fisgadas, principalmente nas mãos e nos pés e nódulos no corpo avermelhados e dolorosos.

Transmissão
A transmissão ocorre quando uma pessoa com hanseníase, na forma infectante da doença, sem tratamento, elimina o bacilo pelas vias aéreas superiores (por meio do espirro, tosse ou fala). Também é necessário um contato próximo e prolongado. E o tratamento é totalmente gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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