A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) segue na programação do III Congresso de Secretarias Municipais de Saúde, que ocorre no Parque Agrotecnológico Engenheiro Agrônomo Mauro Mendanha, em Palmas. No segundo dia de evento, que ocorreu na quinta-feira, 16, os profissionais da Pasta palestraram sobre temáticas que fortalecem o Sistema Único de Saúde (SUS) tocantinense.
Foram ampliados por profissionais da SES-TO, o debate sobre: Saúde mental; Educação popular em saúde; Gestão e inovação na assistência farmacêutica; Integralidade do cuidado e equidade; Inovação digital na saúde e os avanços no SUS; Manejo de atendimento para pessoas com TEA na porta de entrada do SUS; Desafios e caminhos do Programa Mais Médicos no Tocantins; Saúde indígena e Bases para construção de uma política para regionalização no SUS.
Segundo a superintendente da Rede de Cuidados da Pessoa com Deficiência, Débora Okabaiashi, “hoje discutimos o manejo de atendimento para pessoas com TEA na porta de entrada do SUS, um tema extremamente relevante, dada à demanda que o Tocantins possui hoje, com o crescimento do número de pessoas com o diagnóstico para o autismo. O espaço do congresso tem permitido esta troca e ficamos felizes com a adesão dos municípios que compareceram à palestra ministradas por profissionais de saúde capcitadas”.
A diretora de Assistência Farmacêutica SES-TO, Kedma Maria Carneiro palestrou sobre “Logística e distribuição de medicamentos e insumos do Tocantins – Cenário Atual”, e afirmou que “discutir a logística e os componentes da Assistência Farmacêutica o básico, o estratégico e o especializado é falar de equidade no acesso, de transparência na gestão pública e de cuidado integral ao paciente. Ao apresentar nossos resultados, avanços e desafios, reforçamos o compromisso do Tocantins com a melhoria contínua dos serviços, a integração entre as esferas de gestão e a valorização do papel do farmacêutico na linha de frente do SUS”.
A palestra sobre ‘Matriciamento em saúde mental: Uma estratégia para cuidar em rede’, foi apresentada pela psicóloga da Superintendência de Políticas de Atenção à Saúde (SPAS), Paloma Moura. “A escolha do tema se deu a partir da necessidade de que a maioria dos municípios de pequeno porte apontem questionamentos sobre o manejo de situações de saúde mental. Então, iniciamos a conversa diferenciando o sofrimento de saúde mental do leve ao comum, que é de responsabilidade realmente da atenção básica até o cuidado nos hospitais. Desmistificamos a questão do cuidado em saúde mental se restringir ao CAPS, ressaltando o papel do cuidado em liberdade junto à comunidade. Trabalhamos as potencialidades do território enquanto práticas promotoras de saúde mental e outros temas”.
Já a palestra sobre ‘Educação popular no Tocantins: Saúde e novos olhares’, foi direcionada pela diretora da Escola Tocantinense do Sistema Único de Saúde Dr. Gismar Gomes (ETSUS), Raimunda Fortaleza. “Hoje nós tivemos uma mesa falando um pouco sobre educação popular e eu participei apresentando educação popular em saúde no Tocantins, na perspectiva de fazer uma reflexão sobre a importância de repensar as práticas de cuidado, da escuta e da formação em saúde, porque nós precisamos valorizar a diversidade cultural e as experiências que as pessoas trazem. A comunidade precisa ser empoderada de saberes, experiências e trocas e hoje nós temos esse papel catalisador. A escola tem a obrigatoriedade de reconhecer a educação popular em saúde como horizonte político e pedagógico, tem um compromisso de articular e ajudar na emancipação desses saberes”.
“É muito importante esses momentos de reunião de todos os gestores e, principalmente, para falar de equidade, falar das populações vulnerabilizadas e das políticas de atenção integral de saúde, também como da população parda, quilombola, indígena e da população LGBT. Unindo forças e deixando muito bem claro o papel de equidade e de acesso equânime ao SUS, a gente consegue transpassar para os gestores e para todo mundo a essenciabilidade do SUS, que é a busca, claro, de justiça social. Muito bom, fico muito feliz que a pauta LGBT, a política de saúde integral nas pessoas lésbicas, homossexuais, transexuais e travestis tiveram vez e voz, neste terceiro congresso do COSEMS”, afirmou o analista da Diretoria de Atenção Primária (DAP/SES-TO) e palestrante no evento sobre integralidade do cuidado e equidade, Landri Alves Carvalho Neto.
Edição: Aldenes Lima/Governo do Tocantins
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