O Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen-TO) realizou, entre os dias 13 e 17 de outubro, em Araguaína, a Capacitação em Baciloscopia para o Diagnóstico Laboratorial de Tuberculose e Hanseníase. A iniciativa teve como objetivo qualificar profissionais para aprimorar o diagnóstico laboratorial, garantindo maior agilidade na detecção das doenças, o início precoce do tratamento e a interrupção da cadeia de transmissão.
O treinamento reuniu biomédicos e farmacêuticos dos municípios de Araguaína e Xambioá, contemplando o Laboratório Galli do Hospital Regional de Araguaína (HRA), Hospital Dom Orione, Laboratório Prime, Laboratório Municipal e Laboratório Araguaia.
A capacitação foi ministrada pelos farmacêuticos Klaubher Feitosa Cruz e Maria Zilda Souza Silva, ambos do Lacen. De acordo com Maria Zilda, a qualificação dos profissionais é fundamental para garantir resultados seguros e de qualidade, em conformidade com as recomendações do Ministério da Saúde. “A capacitação assegura o diagnóstico em tempo oportuno e contribui diretamente para o controle e a erradicação da tuberculose e da hanseníase no Estado, alinhando-se à meta nacional de eliminação dessas doenças até 2030”, destacou.
Para o farmacêutico bioquímico Magalhanis Meneses, um dos participantes do curso, o aperfeiçoamento técnico dos profissionais é essencial para fortalecer a vigilância laboratorial. “O treinamento aprimora a execução do exame de baciloscopia, reduz o risco de resultados falsos negativos e reforça o controle de qualidade e a segurança nas análises”, afirmou.
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) apontam que, em 2023, foram registrados 218 novos casos de tuberculose no Tocantins. Já em 2024, o número subiu para 227 novos registros da doença.
A tuberculose é uma infecção causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos. O tratamento é gratuito e disponibilizado pela rede pública de saúde, com altas taxas de cura quando iniciado precocemente.
A hanseníase, por sua vez, é uma doença infecciosa que atinge a pele e os nervos periféricos, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, também conhecida como bacilo de Hansen. Em 2024, o Tocantins registrou 836 novos casos da enfermidade. Apesar de ainda ser um desafio de saúde pública, a hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Quando diagnosticada precocemente, a recuperação é mais rápida e eficaz, com o uso combinado de dois ou três medicamentos administrados por via oral.
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