Com o tema a Mineração no Tocantins e no Brasil, a Secretaria de Estado da Saúde realizou no dia 23, o II Seminário de Vigilância em Saúde do Trabalhador (VISAT). O encontro tem o objetivo de contribuir para a ampliação do entendimento acerca dos problemas ambientais e de saúde decorrentes da mineração, sobre a atuação da Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador e de proposição de estratégias para reduzir os impactos socioeconômicos e ambientais à saúde humana. O seminário aconteceu no auditório do Ministério Público do Estado (MPE/TO).
A superintendente de Vigilância em Saúde, Perciliana Bezerra, falou da importância desse seminário para o contexto da vigilância do nosso Estado. “Esse seminário está aqui para a gente discutir proposições que consiga melhorar ainda mais as questões relacionadas à saúde do trabalhador. Como a saúde do trabalhador esta inserida na vigilância, é importante que ela se articule e que haja uma integração interinstitucional, por si só a saúde não consegue resolver os problemas. Nós sabemos que o trabalhador da saúde tem uma tendência maior de adoecimento do que os demais, por conta disso, nós temos os núcleos de saúde do trabalhador implantado em vários setores da secretaria e na rede hospitalar, que propicia essa melhoria de qualidade de vida para esses trabalhadores.”
A palestrante Marta de Freitas, mestre em Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente, abordou um tema de grande repercussão e atuou diretamente nas áreas atingidas, que foram os acidentes de Trabalho na Samarco, em Mariana e da Vale em Brumadinho. “Meu tema infelizmente é para falar sobre os crimes referentes ao rompimento das barragens da Samarco Vale BHP, e agora mais recente da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, que assassinou mais de 300 pessoas. Infelizmente esse risco está ai. Mariana não foi a primeira e Brumadinho não será a última barragem a se romper. A discussão no Tocantins e devido ao pólo da agroindústria mas também da mineração, que é um território rico, já tem algumas minerações e existe hoje, uma possibilidade do Estado se tornar um grande pólo mineral e que não cometa os mesmo erros, como Minas Gerais e Pará”, salientou.
O seminário contou com a participação do professor, Bruno Milanez, que também atuou em Brumadinho, e é coordenador do Grupo Poemas – Política Economia Mineração Ambiente e Sociedade da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e referência em pesquisas da mineração no Brasil. Ele falou sobre o “Impacto Socioeconômico e Ambiental e Panorama da Mineração no Brasil e Tocantins”. “Minha palestra tem a ver com o atual modelo mineral no Brasil, os aspectos ambientais, econômicos e sociais que ele traz e como isso reflete na saúde do trabalhador, quais são as perspectivas para o Estado do Tocantins, além de discutir um pouco sobre qual o cenário atual e diante dos projetos que estão previstos, qual o envolvimento e os riscos associados a essa expansão no Tocantins se não forem tomadas as medidas adequadas, tanto de controle estatal quanto controle.”
A fonoaudióloga do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – CEREST do Estado, Ana Emilia Pires, participou e falou. “O II Seminário Tocantinense de Vigilância em Saúde do Trabalhador, vem trazer um olhar para os trabalhadores da mineração, porque a mineração é um ambiente de trabalho determinante e condicionante da saúde e do adoecimento. Estamos discutindo a importância de estarmos monitorando esses trabalhadores e promovendo ações de prevenção e de assistência continuada a eles.”
Oficinas
Na quinta-feira, 22 aconteceram duas oficinas no prédio do Anexo 1 da Superintendência de Vigilância em Saúde, com apresentação de experiências bem sucedida de vários municípios.
A primeira com o tema a “Saúde do Trabalhador na Atenção Primária: na busca da qualificação e da integralidade no cuidado” foi com a representante do Ministério da Saúde, Elem Sampaio. Ela falou dos movimentos que o Ministério da Saúde vem fazendo para articular as ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador com as ações que são realizadas no âmbito da Atenção Primária em saúde.
A segunda oficina trouxe o tema “Saúde Mental relacionado ao Trabalho” com a psicóloga do CEREST Amazonas e Professora da Universidade Federal do Amazonas facilitadora, drª Socorro Moraes Nina. Ela explica que o CEREST não é a porta de entrada da saúde do trabalhador, ele apenas fornece condições para que as unidades básicas de saúde, o Caps possam ter instrumentos de vigilância. “É necessário que o CEREST esteja atento porque ele faz parte da vigilância em saúde do trabalhador, conhecendo teorias, aplicando na realidade, e principalmente intervindo nos locais de trabalho. Hoje nós fizemos uma exposição, pois o Tocantins faz parte dessa região amazônica, e mostramos um parâmetro sobre a realidade do Amazonas e do Tocantins.”
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