No Dia Nacional de Atenção à Disfagia, o Hospital Regional de Araguaína (HRA) realizou exame de videodeglutograma, fundamental para avaliar a segurança da deglutição dos pacientes. O paciente Napoleão Alves de Almeida foi encaminhado pela equipe de endoscopia com indicação de possível retirada da gastrostomia, que é uma via alternativa de alimentação.
O fonoaudiólogo Ives Marcelo Pinheiro explica que a disfagia, caracterizada pela dificuldade para engolir, geralmente está associada a uma doença de base. “Na maioria dos casos, pode estar ligada a condições neurológicas, alterações mecânicas ou até mesmo a situações como o Acidente Vascular Cerebral (AVC). Também pode surgir após traumas, como o traumatismo craniano, a exemplo do paciente Napoleão, que sofreu uma queda em setembro de 2025 e segue em tratamento”, destacou.
O profissional também ressalta que a idade é um fator importante, já que o envelhecimento — processo natural conhecido como senescência — pode agravar o quadro. “Por isso, o acompanhamento é fundamental e deve ser realizado por uma equipe multiprofissional, que avalia todo o histórico do paciente para promover a reabilitação, possibilitando que ele volte a deglutir e se alimentar de forma segura”, explicou.
Segundo o especialista, o exame de videodeglutograma é essencial para a tomada de decisão sobre a retirada da gastrostomia. “Hoje estamos realizando o exame em uma data bastante significativa, o Dia Nacional de Atenção à Disfagia. Para a retirada da gastrostomia, é necessário seguir critérios bem definidos, e o exame permite avaliar se o paciente já consegue deglutir de forma segura e eficaz. A partir disso, identificamos se ele está apto a retornar à alimentação por via oral, sem riscos”, afirmou.
O paciente Napoleão comemora a evolução no tratamento. “Já como de tudo, sem o aparelho”, relatou.
O HRA é referência no estado do Tocantins na realização do videodeglutograma, exame que identifica a presença de broncoaspiração e auxilia no diagnóstico de diversas condições, entre elas a disfagia.
Importância do acompanhamento com profissionais
O médico cirurgião torácico Hugo Weysfield Mendes destaca que uma das complicações mais graves da disfagia é a pneumonia broncoaspirativa. Por isso, a adoção de medidas preventivas e o acompanhamento especializado e multiprofissional são fundamentais na rotina do paciente com esse quadro.
“A disfagia não pode ser tratada como um sintoma simples ou corriqueiro. É essencial atenção aos detalhes e às causas da doença. Diversos profissionais atuam no cuidado desses pacientes, como gastroenterologistas, cirurgiões do aparelho digestivo, endoscopistas, pneumologistas, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos e cirurgiões torácicos, entre outros especialistas”, reforçou.
Edição: Flávia Mendes/Governo do Tocantins
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