Com objetivo de conscientizar os servidores para ofertar atendimento acolhedor e humanizado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Regional de Alvorada (HRA) realizou na quarta-feira, 14, a roda de conversa com o tema “Vamos conversar sobre o autismo”. Também participaram do evento, pais de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) acolhidos na unidade hospitalar.
Segundo a psicóloga da unidade hospitalar, Tatiane Meneghetti, “o objetivo da roda de conversa é conhecer o assunto para saber lidar com os pacientes em um ambiente tranquilo, acolhedor e utilizando comunicação clara e direta, além de paciência e empatia. É fundamental entender as particularidades individuais de cada pessoa com autismo, respeitando seus limites”.
“Sou mãe de um autista, meu filho hoje tem sete anos, ele foi diagnosticado aos cinco anos. E o evento de hoje no hospital de Alvorada para mim foi muito importante, porque houve esclarecimentos para a gente entender mais um pouquinho e também para os profissionais da saúde entender e aprender mais, saber como entender uma mãe atípica ao chegar na dependência do hospital ou de qualquer rede da saúde é importante, sou muito grata”, afirmou a acompanhante Aurenice Gomes Rabelo, mãe de um paciente com autismo atendido no hospital.
A psicóloga palestrante, Marcirane Vaz Costa Lemes relatou que, “a gente percebeu nesse encontro que as pessoas ainda têm um pouco de dificuldade de entender o que é o transtorno e como identificar ele, então acho que foi muito esclarecedor. Os pais e mães precisam conhecer melhor sobre o tema e os funcionários também, essa é a forma de acolher a pessoa que está dentro do espectro autista. Eu achei que foi extremamente positivo, gostei muito dessa ideia, foi maravilhoso. E obrigada pelo convite, fiquei muito feliz de participar desse primeiro encontro sobre o autismo, me senti muito honrada de dar minha pequena contribuição”.
O acompanhante Tasso Tavares dos Santos é pai de uma criança com autismo atendida no hospital e afirmou que, “agradeço a oportunidade que a SES-TO nos deu como pais de participar desse evento sobre autismo. Vivemos isso constantemente, é a nossa rotina, mas é um pouco solitário, apesar dos contatos aqui e acolá. E quando nos reunimos pessoalmente no mesmo ambiente, com profissionais preparados e pessoas que vivem diariamente essa rotina, nos sentimos mais confortáveis para falar mais sobre o assunto, quebrar tabus, nos aproximar da realidade do outro, que acaba que é uma realidade muito similar à nossa. Isso nos fortalece e motiva muito. Falar abertamente faz com que se torne cada vez mais uma realidade de inclusão e não uma realidade solitária como tem sido”.
Edição: Aldenes Lima - Governo do Tocantins
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