Hospital Infantil realiza piquenique com pacientes portadores de fibrose cística

por Aldenes Lima e Ellayne Czuryto / Governo do Tocantins
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Piquenique foi um momento de confraternização entre equipe e familiares de pacientes com fibrose cística
Piquenique foi um momento de confraternização entre equipe e familiares de pacientes com fibrose cística - Foto: André Araújo/Governo do Tocantins file_download

Uma manhã de atendimento diferente, sem ambiente hospitalar, mas com toda equipe multiprofissional necessária para o acompanhamento que o quadro clínico dos pacientes exige. Assim será o piquenique organizado pela equipe ambulatorial responsável pelo atendimento às crianças portadoras de fibrose cística, no Hospital Infantil de Palmas (HIP). O evento tem parceria com os alunos de enfermagem da Faculdade de Palmas (FAPAL), e aconteceu nesta sexta-feira, 2, no Parque Cesamar e é uma celebração ao Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da doença, lembrado em todo 5 de setembro.

O piquenique desta sexta-feira é o primeiro já realizado no Estado e será repetido no próximo dia 16. “Todo o mês de setembro é voltado para conscientização e divulgação da fibrose cística e como temos oito pacientes em acompanhamento no hospital, vamos dividir em dois grupos e dois momentos para melhor atender. Temos pacientes de Palmas, Colinas, Arapoema, Paraíso e Porto Nacional,” explicou Ana Paula Delfino de Almeida Cecco, enfermeira responsável pelo ambulatório da doença no HIP.

A programação, segundo a enfermeira, terá avaliação por toda equipe multiprofissional, que possui enfermagem, pneumologista, fisioterapeuta, psicólogo, nutrição e serviço social. “É um momento de socialização com as famílias que comungam da mesma realidade”, afirmou.

Andressa Martins, mãe do pequeno Carlos Artur de dois anos, descobriu a doença do filho através do teste do pezinho. “O teste dele veio com alteração, e então me orientaram a fazer o teste do suor em Araguaína, e aos três meses veio à confirmação,” explica. Ela fala ainda da necessidade do acompanhamento, como por exemplo, da fisioterapia. “É preciso ter um acompanhamento regular, pelo menos uma vez por semana, porque quando acontece de aumentar a secreção no pulmão, a fisioterapia ajuda muito na diminuição do uso de medicação.”

A Fibrose Cística

O Ministério da Saúde estima que em todo o país, aproximadamente 1.300 pessoas vivem com fibrose cística, também conhecida como Doença do Beijo Salgado ou Mucoviscidose, uma doença hereditária (mesmo que os pais não manifestem os sintomas), que causa o acúmulo de muco denso e pegajoso nos pulmões, no trato digestivo e em outras áreas do corpo.

A conscientização e a divulgação de informações sobre a doença pode levar ao diagnóstico precoce e consequentemente melhorar a qualidade de vida do paciente, que deve ter acompanhamento e monitoramento permanentes. A doença pode ser identificada através do teste do pezinho e seu diagnóstico pode ser confirmado através do teste do suor ou ainda através de exames genéticos.

Os principais sintomas da doença são pele de sabor muito salgada; tosse persistente, muitas vezes com catarro; infecções pulmonares frequentes, como pneumonia e bronquite; chiados no peito, ou falta de fôlego; baixo crescimento ou ganho de peso, apesar de bom apetite; fezes volumosas e gordurosas, e dificuldade no movimento intestinal (poucas idas ao banheiro) e surgimento de pólipos nasais. (Com informações da Associação Brasileira de Assistência à Mucoviscidose – ABRAM)

No evento toda equipe multiprofissional responsável pelo ambulatório dos pacientes no HIP esteve presente - André Araújo/Governo do Tocantins file_download
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