“O diagnóstico de morte encefálica é sempre recebido com o peso de uma perda, no entanto, quando a família decide prolongar o legado de um ente próximo e autoriza a doação de órgãos, outras vidas se acendem na esperança de uma nova chance”. Assim o enfermeiro da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), do Hospital Geral de Palmas (HGP), Vinicius Gonçalves Boaventura, define o ato da doação.
A ação de solidariedade foi presenciada no Hospital Geral de Palmas (HGP), que na tarde desta sexta-feira 7, teve autorização da família de um adolescente de 13 anos, vítima de choque elétrico e que teve o diagnóstico de morte encefálica confirmado. Na ocasião foram captados fígado, rins e córneas do paciente.
“A doação de órgãos é um ato que beneficia não somente o paciente que está na fila de espera, mas seus familiares e toda sociedade. Devemos expressar o desejo de ser doador aos nossos familiares em vida, pois somente eles podem autorizar a doação”, lembrou a coordenadora da Central Estadual de Transplante do Tocantins, Suziane Crateús.
Para doar
Os interessados em doar órgãos, precisam primeiramente informar sua família sobre esse desejo, pois os familiares dos pacientes são os únicos responsáveis pela autorização da captação dos órgãos.
Os órgãos captados serão doados a pacientes que precisam de transplante, e aguardam em uma lista de espera, única e nacional. A compatibilidade entre doador e receptores é determinada por exames laboratoriais feitos imediatamente após a autorização dos familiares.
Dois dias
A captação ocorreu apenas dois dias após a última realizada no Hospital Geral de Palmas, nesta terça-feira 4. A família de um jovem de 15 anos, diagnosticado com morte encefálica, permitiu que seis pessoas fossem beneficiadas com as doações de coração, fígado, rins e córneas do paciente.
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