Hospital Geral de Palmas realiza 6ª captação de órgãos em 2023

A doação realizada no Tocantins irá beneficiar três pacientes que aguardam na fila nacional de transplante
por André Araújo/Governo do Tocantins
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Equipe atua de forma célere para realizar os processos desde a captação até o transplante - Foto: Divulgação SES-TO file_download

No sábado, 04, o Hospital Geral de Palmas (HGP) realizou mais uma captação de múltiplos órgãos. Foram doados o fígado, destinado para Brasília e rins, enviado a Minas Gerais.

Para o diretor geral do HGP, Leonardo Toledo, "é muito importante este processo de captação de órgãos e nós estamos sempre preparados para fazermos dessa ação a possibilidade de salvarmos vidas de pessoas que estão aguardando por uma oportunidade. O sim de uma família é chance de podermos salvar mais vidas e somos eternamente gratos a esta família que mesmo enlutada disse sim, superando a dor e o sofrimento".

O cirurgião hepático do Instituto de Cardiologia e Transplante de Brasília, Luiz Gustavo Guedes, destacou a importância de toda equipe no processo de captação. "Estamos aqui mais uma vez no HGP fazendo uma captação bem sucedida de órgãos para transplante. Um procedimento bastante complexo que exige trabalho de muita gente, são muitas pessoas envolvidas para tudo isso que estamos fazendo aqui, dê certo".

O cirurgião acrescenta que "é um ato de carinho, um ato de amor de uma família que, num momento extremamente difícil da sua vida, teve a bondade de doar os órgãos e, se Deus quiser, vai ajudar muita gente em todo o Brasil".

Esta foi a sexta captação de órgãos no HGP, em 2023. O doador é um homem de 56 anos, da cidade de Paraíso do Tocantins, com diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral. Em 2022 foram realizadas 14 captações múltiplas no Tocantins, em 2023 já foram realizadas 10 captações de órgãos, no HGP e Hospital Regional de Araguaína (HRA). Desde 2018, quando o estado começou a realizar os procedimentos, já foram realizadas aproximadamente 50 captações.

Processo de doação

“A partir do momento em que um paciente evolui para o quadro clínico de morte cefálica, entramos em contato com a família para verificar se existe o interesse em realizar a doação dos órgãos. Se a família optar pela doação, inicia-se o processo de validação do doador, no qual são realizados inúmeros exames para verificar se as condições são favoráveis para a doação”, explica o integrante da Comissão Intra-hospitalar para a Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do HGP (CIHDOTT/HGP), Vinícius Gonçalves Boaventura.

Revisão Textual: Aldenes Lima/Governo do Tocantins

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