O Hospital Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR) encerrou, na sexta-feira, 29, a capacitação sobre a sensibilização da atenção humanizada ao recém-nascido, que teve duração de três dias. O curso foi direcionado a médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e assistentes sociais, com o objetivo de sensibilizar e capacitar os profissionais para a aplicação do Método Canguru e teve na programação as normas de atenção humanizada ao RN de baixo peso, redes sociais de Apoio e o cuidador e o ambiente da unidade neonatal.
O Método Canguru é uma abordagem humanizada e cientificamente embasada que promove o cuidado integral aos recém-nascidos de baixo peso e suas famílias, fortalecendo o vínculo afetivo e contribuindo para o desenvolvimento saudável do bebê.
Segundo o diretor-geral do HMDR, Fernando Melo, “o curso do Método Canguru é muito importante, pois reforça o compromisso que temos com o cuidado humanizado às mães e aos bebês, especialmente aos prematuros e de baixo peso da nossa unidade hospitalar”.
O treinamento aconteceu no auditório da unidade com certificado fornecido pela Escola Tocantinense do Sistema Único de Saúde ( ETSUS) e na oportunidade os participantes conheceram e aprenderam as técnicas do Método Canguru, através de palestras, atividades práticas , dinâmica de grupo e oficinas.
A primeira palestra foi proferida pela tutora assistente social do HMDR e coordenadora Estadual do Método Canguru, Guiomar Campos Araújo. “O curso é um modelo de atenção humanizada e integral ao recém nascido prematuro de baixo peso e sua família, que tem o objetivo de qualificar os servidores do Dona Regina para que trabalhem de forma efetiva e humanizada. A política do método canguru visa não apenas que bebê sobreviva mas que ele tenha qualidade de vida no futuro”, afirmou.
A assistente social do Banco de Leite Humano, Marina Azevedo Barros relatou que, “a minha expectativa quanto ao curso, é que ele me proporcione conhecimento aprofundado sobre os cuidados humanizados aos recém nascidos, especialmente aos prematuros, desejo entender melhor como que aplica esse contato pele a pele entre o bebê e a mãe, entre o bebê e a família, aprender de uma forma mais sensível e acolhedora sobre o método”.
Segundo a fonoaudióloga do HMDR, Helen Manzano que trabalha na 3ª etapa do Método Canguru e também é uma das tutoras do curso, “para a gente que recebe bebês de baixo peso e com idade gestacional abaixo de 34 semanas, depois da alta da UTI e das unidades neonatais, esse curso é de suma importância porque ele vai trazer um novo olhar para os profissionais do hospital que trabalham diretamente com esses bebês prematuros”.
Sobre o método
O Método Canguru é um tipo de assistência neonatal que implica em contato pele a pele precoce, entre a mãe e o recém-nascido de baixo peso. Bebês recém-nascidos com baixo peso (menos de 2.500 kg) ou prematuros têm um desenvolvimento mais adequado quando são aninhados junto ao peito da mãe ou pai por meio do Método Canguru.
As vantagens para o recém-nascido são um maior vínculo entre mãe-filho, evitando longos períodos sem estimulação sensorial; estímulo ao aleitamento materno, favorecendo maior fueqüência, precocidade e duração; maior competência e confiança dos pais no manuseio do seu filho de baixo-peso, mesmo após a alta hospitalar; melhor controle térmico; diminuição de infecção hospitalar; e menor permanência hospitalar.
Primeira etapa
A primeira etapa do Método Canguru tem início ainda no pré-natal da gestação de alto risco, tendo continuidade na internação do recém-nascido pré-termo na unidade neonatal. Os pais devem ser acolhidos, receber informações sobre: as condições de saúde do seu filho; os cuidados dispensados; as rotinas; o funcionamento da unidade e da equipe que cuidará do recém-nascido. Durante sua condução, os pais devem ter livre acesso à Unidade e serem encorajados a tocar no bebê para, a seguir, colocá-lo na posição canguru. A participação do pai é muito importante. Ele deve ser estimulado a participar em todas as atividades desenvolvidas. Os estímulos ambientais prejudiciais da unidade neonatal, como ruídos, iluminação e odores, devem ser atenuados.
Segunda etapa
Durante a segunda etapa, o bebê permanece de maneira contínua com sua mãe, que participa ativamente dos cuidados do filho. Isso a deixa mais segura e estimulada a permanecer com o bebê na posição canguru o maior tempo possível.
Terceira etapa
Na terceira etapa, o bebê vai para casa e é acompanhado, juntamente com sua família, pelo Ambulatório do Método Canguru, situado em seu hospital de origem. Todos também passam a ser acompanhados na Unidade Básica de Saúde, no cuidado compartilhado até atingir o peso de 2,5kg.
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