Toda terça-feira, às 9 horas, a sala de descanso das mães nutrizes do Hospital e Maternidade Dona Regina (HMDR), em Palmas, se transforma em um espaço de escuta, afeto e partilha. É ali que acontece a roda de conversa com mães, pais e acompanhantes de bebês internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e na Unidade de Cuidados Intermediários Convencionais (UCINCO), dentro das ações do Método Canguru.
As mães nutrizes são aquelas que permanecem na unidade acompanhando seus filhos durante o período de internação. Mais do que um encontro informativo, a roda de conversa é um momento de acolhimento, onde profissionais da coordenação do Método Canguru, da equipe de Humanização e das unidades neonatais se reúnem para ouvir, orientar e fortalecer os vínculos entre família e bebê.
Para muitas mães, o encontro representa um espaço de aprendizado e também de esperança em meio ao processo de internação. “Eu acho muito importante, pois eles falam sobre a posição canguru, que é muito importante para os nossos filhos. A posição canguru, como eles dizem, é cura, e isso é verdade, porque o meu filho está bem melhor depois que eu comecei a fazer”, relata a mãe Fernanda Torres de Souza, que acompanha o filho internado na UTI neonatal.
Ela também destaca o papel educativo das rodas. “Eles incentivam a gente a ir ao ginecologista, a fazer consulta, incentivam a ir ao Banco de Leite para tirar leite, para salvar vidas. Eu acho muito importante todas as reuniões e que todas as mães possam continuar vindo, porque é muito importante para a gente aprender muitas coisas que a gente ainda não sabe”, completa.
Entre os profissionais envolvidos na atividade está a equipe do Banco de Leite Humano, que reforça a importância do aleitamento materno, especialmente para bebês prematuros. “A gente fala sobre a importância do aleitamento materno e da distribuição do leite materno para os bebês prematuros. É um leite rico em anticorpos, que ajuda no tratamento do bebê, favorece o ganho de peso e contribui diretamente para a recuperação”, explica a nutricionista Luciana Ramos.
Segundo ela, a roda também funciona como um espaço de educação em saúde e acolhimento emocional. “A gente convida e reforça com essas mulheres a necessidade de ordenhar o leite e levar até o Banco de Leite, para que possamos enviar nos horários das dietas. Também é um momento de ouvir, tirar dúvidas, acolher as que estão passando por isso pela primeira vez e orientar sobre como funciona todo esse processo”, pontua.
Luciana destaca ainda que a troca de experiências fortalece tanto as mães quanto a equipe. “É um momento de conversa, de troca entre profissionais e usuárias do SUS, junto com os pais, para oferecer um melhor começo de vida para esses bebês que, muitas vezes, chegaram de forma inesperada e precisaram passar um período internados”, afirma.
Para o diretor do Hospital e Maternidade Dona Regina, Fernando Pinheiro de Melo, iniciativas como a roda de conversa representam a essência do cuidado humanizado dentro do SUS. “Quando a gente fala em humanização, é exatamente isso: escutar, acolher, orientar e estar presente. O cuidado não é só com o bebê, é com toda a família. Uma mãe bem orientada e emocionalmente fortalecida contribui diretamente para a recuperação do filho”, ressalta.
O gestor reforça que o Método Canguru tem impacto direto na qualidade da assistência. “Essas ações fortalecem o vínculo entre família e equipe, criam um ambiente mais acolhedor e mostram que o hospital também pode ser um espaço de afeto, de troca e de construção de confiança. Esse é o nosso compromisso com cada família que passa por aqui”, finaliza.
Edição: Flávia Mendes/Governo do Tocantins
✓ Compatível com leitores de tela (NVDA, JAWS, VoiceOver)
✓ Navegação por teclado (Tab, Enter, Esc, setas)
✓ Tradução em Libras via VLibras