HGP realiza cirurgia inédita de ressecção de tumor ósseo em ombro

O procedimento de quatro horas contou com profissionais dos serviços de ortopedia e oncologia da unidade e evitou processo de amputação
por Luciana Barros
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 HGP realiza primeira cirurgia de ressecção de tumor ósseo e reconstrução com endoprótese não convencional de ombro
HGP realiza primeira cirurgia de ressecção de tumor ósseo e reconstrução com endoprótese não convencional de ombro - Foto: André Araújo file_download

 “Sou natural do Maranhão e posso dizer que esse procedimento vai mudar o meu modo de vida para sempre. Estou muito feliz em ter realizado tudo isso pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Deus colocou muitas pessoas boas em nossas vidas. Abaixo de Deus eu agradeço aos doutores e a todos os outros profissionais do Hospital Geral de Palmas (HGP) que estiveram envolvidos durante esse tratamento, sei que foi um procedimento complicado. Graças a Deus deu tudo certo!”. Este foi o depoimento da paciente Raimunda Adalgiza Xavier Sousa Silva, de 32 anos, que passou pelo procedimento inédito realizado na unidade hospitalar.

A cirurgia da Raimunda foi mais uma conquista para saúde, isso porque a equipe do HGP realizou pela primeira vez uma cirurgia de ressecção de tumor e reconstrução com endoprotese não convencional de ombro. O feito contou com profissionais qualificados como o médico cirurgião da ortopedia Ronaldo Rêgo Rodrigues e o médico cirurgião oncológico Ricardo Rodrigues. Para que seja realizado este tipo de procedimento, a equipe  também conta com suporte dos servidores do centro cirúrgico, ambulatório de especialidades e Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacom).

 “Foi a primeira vez que foi realizado a ressecção de sarcoma ósseo a nível ombro direito e reconstrução com endoprótese não convencional de úmero proximal. Após diagnóstico (feito por biópsia prévia) a paciente foi submetida a tratamento quimioterápico prévio (neoadjuvante) e posteriormente este procedimento. Esse tipo de cirurgia é uma vantagem enorme para o paciente que antes teria indicação de amputação. A cirurgia é considerada complexa e teve duração de quatro horas”, afirmou o ortopedista, Ronaldo Rêgo Rodrigues.

O cirurgião oncológico Ricardo Rodrigues explica que o osteossarcoma é o tumor ósseo maligno mais comum em crianças e adolescentes, com pico de incidência entre a segunda e terceira década de vida. "Os locais mais acometidos são o fêmur distal, tinha proximal (área do joelho) e úmero proximal (ombro). Os principais sintomas são dor e inchaço local e não relação com traumatismo. O diagnóstico é feito com a história clínica, exame físico,  exames complementares (tomografias, cintilografia óssea, ressonância) e a biópsia para confirmação diagnóstica. A doença pode dar metástase geralmente para pulmões e outros ossos. O diagnóstico precoce é importante para a escolha do tratamento e prognóstico. A cirurgia oncológica ortopédica de ressecção e a quimioterapia são os principais tratamentos", declarou.

O diretor administrativo do HGP, João Carlos Dias Medeiros, destacou que “Apesar da pandemia as cirurgias oncológicas estão sendo ofertadas normalmente na unidade, a partir de uma organização feita pela gestão local, médicos especialistas e setores envolvidos”, afirmou.

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