HGP realiza ação alusiva ao Novembro Diabetes Azul

Na ocasião, pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2 em uso de insulina, receberam um kit com sensor para monitoramento contínuo de glicose
por Ellayne Czuryto/Governo do Tocantins
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É a segunda vez que a paciente Isadora Sena, de 14 anos, recebe o sensor de monitorização - Foto: Ellayne Czuryto/Governo do Tocantins file_download

Na terça-feira, 11, o Hospital Geral de Palmas (HGP) realizou uma ação em alusão ao “Novembro Diabetes Azul”, que é uma campanha de conscientização focada na prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do diabetes. Na ocasião, pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2 em uso de insulina, que fazem acompanhamento na unidade, assistiram uma breve explicação sobre a doença e receberam sensores de monitorização de glicose.

Diabetes é uma doença causada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio que promove o aproveitamento da glicose como energia para o nosso corpo. Mensalmente são acolhidos aproximadamente 50 pacientes para tratamento da doença, no ambulatório de especialidade da unidade e estima-se que mais de 121 mil pessoas convivem com a doença em todo o Estado.

Segundo a médica endocrinologista do HGP, Bruna Lamonier, “cerca de 10% da população Brasileira tem diabetes e o mais preocupante é que metade delas não sabe que possuem a doença. A dificuldade e o  atraso no diagnóstico da doença se dá devido ser uma doença muito silenciosa. Mas com o passar do tempo as complicações da doença começam a aparecer. Dentre elas estão: doença renal crônica (às vezes com necessidade de hemodiálise), retinopatia diabética (perda da visão), polineuropatia diabética (com aumento da incidência de amputações), doenças cardiovasculares, com risco de infarto  e acidente vascular cerebral (AVC). Por isso a necessidade de fazer exames e procurar um endocrinologista”.

Na ocasião, 10 pacientes do ambulatório de endocrinologia receberam um kit com sensor para monitoramento contínuo de glicose – tecnologia que permite a aferição contínua de glicose sem necessidade de múltiplas medidas (furar) a  ponta do dedo. “Nosso objetivo é que os pacientes tenham mais conhecimento sobre os comportamentos de suas glicemias e que a equipe médica consiga ajustar de forma mais eficiente o tratamento dos usuários. Melhor controle do diabetes é resultado de menos complicações e mais qualidade de vida”.

Segundo Betônia Rabelo, mãe da Isadora Sena, de 14 anos, trata diabetes no HGP desde os 09 anos. “Essa é a segunda vez que ela coloca esse sensor de glicemia, e é maravilhoso não precisar furar ela diariamente, às vezes até mais de uma vez, principalmente por ela dar muita hipoglicemia. Traz muita praticidade, conforto e qualidade de vida para quem convive com o diabetes”.

A iniciativa contou com a participação das endocrinologistas Bruna Lamounier, Thaís Mahassem e Thayssa Boechat e com a parceria do Group Start – FreeStyle Libre, que doaram os sensores de glicemia para os pacientes.

Edição: Aldenes Lima/Governo do Tocantins

Os pacientes assistiram uma breve explicação sobre a doença - Ellayne Czuryto/Governo do Tocantins file_download
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