Para melhor assistir aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), as equipes técnicas do Hospital Geral de Palmas (HGP) reuniram-se, na quarta-feira, 29, com Central Estadual de Regulação (CER) e profissionais dos hospitais regionais de Porto Nacional, Miracema e Gurupi, para apresentar uma proposta de novo fluxo para atendimentos de pacientes com quadro de Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Segundo o responsável pelo escritório de qualidade do HGP, Pedro Carvalho, o objetivo é otimizar o fluxo desses pacientes, para que o encaminhamento seja feito o mais rápido possível, reduzindo assim o tempo de internação, sequelas e mortalidade. “O protocolo de atendimento hoje consiste na rápida identificação e avaliação do paciente com AVC agudo, seguido de um transporte rápido com notificação pré-chegada, para uma unidade com capacidade de administrar a terapêutica apropriada para o caso”.
O médico especialista em neurologia vascular e coordenador da Unidade de Cuidado Agudo ao AVC, do HGP, Marcelo Cabral, explicou que “nesse novo fluxo, espera-se que o paciente com suspeita de AVC agudo chegue em tempo hábil para fazer a trombólise venosa. O ideal é que esse paciente chegue com pelo menos quatro horas e meia para fazer a aplicação da medicação para tentar reverter o AVC. Para isso estamos fazendo o fluxo com os Hospitais dos municípios para que o contato seja direto com a nossa unidade de AVC, e com isso saber se esse paciente deve vir direto de “vaga zero”, que implica na transferência imediata do paciente para a referência disponível, independente do aceite prévio da vaga ”.
O especialista acrescenta que “a trombólise consiste na injeção de uma substância química no local onde o coágulo se formou, para que ele se dissolva. O tempo para iniciar a trombólise intravenosa para acidente vascular cerebral isquêmico agudo é geralmente limitado dentro de 4,5 horas após o início dos sintomas”, finalizou.
A diretora geral do Hospital Regional de Miracema do Tocantins (HRM), Maria da Penha Bandeira disse que a reunião com a equipe do HGP e a Central Estadual de Regulação “foi uma reunião bem produtiva onde trocamos experiências, tiramos dúvidas e acima de tudo ficou alinhado a agilidade e o tratamento humanizado aos nossos pacientes assim como preconiza o SUS. Temos realmente que agilizar a transferência desse paciente vaga zero, considerando que é um recurso essencial para garantir acesso imediato aos pacientes com risco de morte ou de sofrimento intenso”.
Edição: Aldenes Lima/Governo do Tocantins
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