A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo principal agente etiológico é o Mycobacterium leprae (M. Leprae). A doença abrange pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas. Com intuito de fortalecer o diagnóstico precoce e o manuseio da doença, médicos dermatologistas, residentes, fisioterapeutas do Hospital Geral de Palmas (HGP) participam nesta quinta-feira, 22, de um curso de atualização sobre a hanseníase.
Segundo a médica dermatologista do HGP, Luciane Prado, em outubro a atualização será ampliada para outras equipes que atuam em outras especialidades. “A hanseníase é uma doença de fácil diagnóstico, o tratamento é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) totalmente de graça por meios das Unidades Básica de Saúde (UBS). O HGP recebe pacientes todos os dias onde é disponibilizado profissionais dermatologistas que atendem estes usuários, que são encaminhados quando o profissional do primeiro atendimento não está conseguindo fechar o diagnóstico ou conduzir o caso corretamente. Neste momento orientamos e realizamos um parecer. Nos casos de necessidade, o paciente será internado e será cuidado e logo depois devolvemos a Unidade”, explicou.
Para o médico Jaison Antônio Barreto, do Instituto Lauro Sousa Lima, de Bauru (SP) o Tocantins faz parte de uma área que inclui Maranhão, Pará com mais casos da doença. A cada mil pessoas, uma fica doente de hanseníase todo ano. “A hanseníase está ligada a desigualdade social, baixa condição socioeconômica, por isso é uma doença muito prevalente no país, possui tratamento e cem por cento curável, só que todos os familiares devem ser examinados. A população tem que se alertada que é uma doença comum, que tem que procurar a assistência à saúde do bairro, cada vez que tiver sintoma da doença, principalmente, um familiar comprometido pela doença”, afirmou.
Diagnosticada há nove meses, a atendente de farmácia, Marlene dos Anjos, Moradora de Paraíso do Tocantins percebeu alguns sinais mas teve dificuldade de receber o diagnóstico da doença e ressaltou a importância dos pacientes seguir o tratamento de maneira certa. “No início sentir uma dormência no pé e após o diagnóstico tive reação no primeiro mês ao medicamento, mas dei continuidade ao tratamento de forma correta”, disse entusiasmada.
Prevenção
A melhor maneira de prevenir a doença é manter o sistema imunológico eficiente, manter condições aceitáveis de higiene, uma boa alimentação, praticar atividade física e realizar tratamento dos contactantes.
Sintomas
Dormência em algumas regiões do corpo causada pelo comprometimento da enervação. A perda da sensibilidade local pode levar a feridas e à perda dos dedos ou de outras partes do organismo;
Aparecimento de caroços ou inchaço nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos e cotovelos;
Manchas na pele de cor parda, esbranquiçadas ou eritematosas, às vezes pouco visíveis e com limites imprecisos;
Alteração da temperatura no local afetado pelas manchas;
Comprometimento dos nervos periféricos;
Alteração da musculatura esquelética principalmente a das mãos, que resulta nas chamadas “mãos em garra”;
Infiltrações na face que caracterizam a face leonina característica da forma virchowiana da doença.
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