Com o objetivo de fortalecer a integração entre ensino, serviço e comunidade, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT) lançou o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET Saúde Informação e Saúde Digital). A cerimônia aconteceu no auditório da UFT em Palmas, na sexta-feira, 29.
O projeto é uma iniciativa do Ministério da Saúde (MS) e coordenado pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) e visa a qualificação de estudantes e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) para desenvolver competências em saúde digital e inovação no SUS; letramento digital de trabalhadores e estudantes; apoiar a implementação de políticas de telessaúde e prontuário eletrônico; e fomentar o uso de inteligência artificial e governança de dados em saúde; criar soluções voltadas à saúde mental e às populações em situação de vulnerabilidade.
No Tocantins, o projeto foi aprovado no último edital do MS e foi desenvolvido pela SES-TO em parceria com a UFT e o Instituto Federal do Tocantins (IFTO). Entre os impactos esperados estão maior integração entre universidades, institutos e serviços de saúde; fortalecimento da formação de profissionais capacitados em saúde digital; apoio à inovação e transformação digital no SUS Tocantins; a produção de soluções aplicáveis ao cotidiano dos serviços de saúde e às necessidades da população.
Durante os dois anos de execução do projeto, os oitos grupos irão trabalhar as temáticas Telessaúde e Telemonitoramento; Proteção De Dados (LGPD) e Segurança da Informação; Engajamento aos Sistemas de Informação e Prontuário Eletrônico no SUS; Inteligência Artificial Aplicada na Saúde Digital, Gestão e governança na saúde de dados em saúde digital; Educação Permanente em saúde digital; Saúde mental no contexto da saúde digital; e a oitava temática Saúde digital e as populações vulneráveis.
A enfermeira da SES-TO e coordenadora do PET-Saúde Digital, Michelle de Jesus Pantoja Filgueira, explicou a execução do programa. “É um marco histórico. A transformação digital é uma pauta nova no Brasil, e o Tocantins agora entra de forma estruturada nesse processo. Foram formados oito grupos de trabalho, cada um com uma temática específica, voltada para problemas diagnosticados no sistema. Nesses grupos estão professores, alunos e trabalhadores do próprio SUS, todos juntos na missão de construir e organizar esse SUS digital. O objetivo é que daqui saiam produtos aplicáveis, que façam diferença no serviço e sejam personalizados para a realidade do nosso estado”.
“A participação da SES-TO no PET-Saúde Digital marca um avanço na transformação do SUS no Tocantins. Ao longo dos dois anos de execução, o projeto promoverá a formação de competências em saúde digital, integrando universidades, profissionais e gestores. Nesse período, serão desenvolvidas ações de inovação, uso de dados e soluções tecnológicas aplicadas à rede estadual. O resultado esperado é ampliar o acesso, a eficiência e a qualidade do atendimento à população”, afirmou o coordenador do Centro de Inteligência Estratégica para a Gestão Estadual do SUS (CIEGES-TO), Paulo de Sousa Burgue.
A reitora da UFT, a professora Maria Santana Ferreira dos Santos pontuou que, “para nós, enquanto universidade, esse projeto representa o cumprimento efetivo do tripé que sustenta a nossa missão, que é o ensino, pesquisa e extensão. E nossos alunos vão aprender na prática, em contato direto com a realidade, exercitando a interprofissionalidade antes mesmo da formatura. Para isso tudo precisa dialogar com outros segmentos da sociedade, e o SUS é parceiro fundamental nesse processo. O PET-Saúde é um espaço de conexão entre professores, estudantes e os serviços de saúde do Tocantins”.
“Esse projeto é extremamente importante porque reúne alunos de diferentes cursos. Vamos combinar esses olhares distintos para analisar dados da Secretaria de Saúde, identificar problemas e propor soluções concretas para fortalecer o sistema de saúde do Tocantins. O nosso foco é trabalhar com inteligência artificial, que hoje é uma ferramenta fundamental e em grande expansão. Com ela, vamos analisar informações de saúde, entender sintomas, identificar tendências de doenças e pensar em estratégias de diagnóstico e intervenção que realmente cheguem até a população. Tenho certeza de que essa experiência vai ser riquíssima para os alunos e, ao mesmo tempo, muito benéfica para o SUS e para a comunidade tocantinense", disse a professora da UFT, Glenda Michele Botelho, tutora do grupo quatro que vai trabalhar a temática, Inteligência Artificial Aplicada na Saúde Digital.
O estudante do curso de Ciência da computação da UFT, Thiago Gonzaga dos Santos enfatizou que, “participar desse projeto é uma chance de aplicar, na prática, o que aprendemos em sala de aula, ao mesmo tempo em que contribuímos para melhorar a vida das pessoas e fortalecer o SUS, vai agregar muito ao nosso futuro como profissionais". Já a estudante de jornalismo da UFT, Jordanna Simonelle, fala da sua expectativa. “O jornalismo tem um papel fundamental nesse projeto, porque precisamos transformar dados e informações em conteúdo verdadeiro, ético e responsável. Vejo o programa como uma oportunidade de inovação que vai agregar muito à minha formação acadêmica”.
Edição: Aldenes Lima/Governo do Tocantins
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