O Dia Mundial do Doador de Medula Óssea é celebrado no dia 20 de setembro e em 2025, o tema é “Heróis da Esperança”. Em comemoração à data, o Governo do Tocantins, conscientiza sobre a importância da doação de medula óssea. Para promover a adesão de mais doadores, as equipes da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) promovem ações estratégicas, principalmente nas unidades da Hermorrede. O Estado tem mais de 60 mil pessoas cadastradas no Registro brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), como doadores e 130 pacientes aguardam por um transplante.
“Muitas vezes a única chance de cura para pacientes com doenças graves do sangue, como leucemias, linfomas e aplasias, é a doação da medula óssea. Realizar o cadastro para se tornar um doador de medula óssea é um ato de empatia, de amor ao próximo, que pode salvar vidas”, destacou a Gerente Técnica do Hemocentro Coordenador de Palmas, Eveline Leão Ávila Pessoa.
Medula Óssea é um tecido líquido-gelatinoso localizado no interior dos ossos, ela é de suma importância para o desenvolvimento das células sanguíneas (Leucócitos, Hemácias e Plaquetas). No sistema de defesa do nosso organismo os leucócitos são os agentes mais importantes para defesa de infecções. As hemácias têm o papel de transportar o oxigênio dos pulmões para todas as células do nosso organismo, e levando também o gás carbônico das células para os pulmões para realizar a expiração. Enquanto as plaquetas, por sua vez, compõem o sistema de coagulação do sangue.
A advogada Sintia Gomes se cadastrou como doadora de medula óssea em 2017. “Eu decidi me inscrever como doadora de medula óssea, a princípio, por causa da doação de sangue. Fui trabalhar na Secretaria de Saúde e tive um contato mais próximo com o pessoal do hemonúcleo, e lá eu realizei o meu cadastro como doadora de sangue e, quando você vai doar sangue, você já pode fazer o seu cadastro como doadora de medula óssea. Me cadastrei como doadora, e sei como é importante a atualização cadastral, porque se houver no banco alguém no país compatível contigo, eles vão entrar em contato com você”.
Para quem tem receio de se tornar doador (a) de medula óssea, a advogada deixa um recado. “Se você tem medo ou dúvida, procure um hemocentro da sua cidade, e lá eles vão te dar todas as informações. É um procedimento relativamente simples, mas que pode salvar a vida de uma pessoa, e a sensação que você tem, ou que eu tenho pelo menos, é de poder fazer um pouquinho pelo outro, e não vai te custar nada, não vai te atrapalhar em nada, você não vai ter diminuição da sua qualidade de vida, pelo contrário, você só vai salvar a vida de alguém. Quem puder, por favor, se inscreva como doador de medula óssea e estará ajudando muita gente que está na fila aguardando uma doação e que está já sem expectativa de vida, que está esperando esse ato de amor para poder se recuperar. Tenho meu cadastro desde 2017, e infelizmente, ainda não tive compatibilidade com ninguém, mas eu espero que, até o fim da minha jornada aqui na terra, essa possa fazer essa doação para alguém, que eu ajude uma pessoa a se curar”, finaliza.
Ações de alcance
Para alcançar novos cadastros de medula óssea, a Hemorrede promove diversas ações, com a ajuda de parceiros, como por exemplo, as ocorridas em Palmas, que na quarta-feira, 17, teve a participação da Faculdade Serra do Carmo, no período noturno. Já na sexta-feira, 19, a programação ocorreu na Universidade do Tocantins (UNITINS), no período matutino e vespertino. Em ambas as ações, foram realizadas panfletagem, orientações e cadastro de medula óssea com os acadêmicos.
“Realizamos continuamente blitz educativas, palestras e coletas externas em locais estratégicos que concentram o público de 18 a 35 anos, faixa etária contemplada pela legislação. Entre esses locais, destacam-se faculdades, igrejas e empresas”, explicou a gerente.
Quem pode ser doador
Para doar medula óssea no Brasil, você deve ter entre 18 e 35 anos, estar em boas condições de saúde e não ter doenças impeditivas, como hepatite C ou esquizofrenia. Compareça ao hemocentro mais próximo para fazer o cadastro no REDOME, com um documento oficial com foto, preencher a ficha com seus dados pessoais e coletar cinco ml de sangue para análise genética. Caso haja compatibilidade, você será contatado para confirmar a doação.
O que acontece depois do cadastro?
· Seu tipo de HLA (refere-se aos antígenos leucocitários humanos, proteínas que o sistema imunitário usa para distinguir células próprias das estranhas) e dados são incluídos no REDOME;
· Quando um paciente precisar de transplante, seus dados genéticos serão cruzados com os de pacientes para identificar compatibilidade;
· Se houver um paciente compatível, você será consultado para confirmar seu interesse em prosseguir com a doação;
· Serão realizados outros exames clínicos e de saúde para confirmar a compatibilidade e aptidão para a doação
Atualização de cadastro
É importante manter seus dados sempre atualizados no REDOME para aumentar as chances de encontrar um doador compatível, porque pode haver compatibilidade com algum paciente 5, 10, 15 anos depois do cadastro. E se o REDOME não tem as informações atualizadas, mesmo que a pessoa queira muito doar, pode não ser encontrada a tempo.
Dados
No Tocantins, existem 63.406 cadastros de doadores de medula óssea e 130 pacientes aguardam por um transplante para a cura, conforme dados do REDOME. No Brasil, os números mostram que existem mais de 6 milhões de brasileiros cadastrados e dispostos, de forma voluntária, a salvar uma vida.
Ainda segundo dado do REDOME, no Brasil, é difícil precisar o número de pessoas que necessitam de transplante de Medula Óssea. São cerca de 2000 pessoas por ano que recebem a indicação para transplante, por doenças do sangue como aplasias medulares, leucemias e alguns tipos específicos de câncer.
Vinculado ao Ministério da Saúde e coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil possui o terceiro maior banco de doadores voluntários no mundo, atrás apenas de Estados Unidos e Alemanha, e o maior de financiamento exclusivamente público.
O REDOME quase dobrou o número de doadores cadastrados nos últimos dez anos e a chance de se encontrar um doador compatível no sistema beira os 90%. O propósito do registro é viabilizar transplantes de medula entre pessoas que não são parentes. Em 2023, o órgão possibilitou a realização de 366 procedimentos do tipo.
Edição: Aldenes Lima/Governo do Tocantins
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