Governo do Tocantins alerta para prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais

No Julho Amarelo, a SES-TO intensifica ações com foco em vacinação, testagem rápida e conscientização sobre transmissão e tratamento
por Alysson-Neya Chaves / Governo do Tocantins
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SES-TO conscientiza a população sobre prevenção e testagem rápida para hepatites virais - Foto: Reprodução internet file_download

Com o objetivo de ampliar a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado das hepatites virais, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) intensifica neste mês, a campanha Julho Amarelo. A mobilização busca alertar a população sobre os riscos, formas de contágio, tratamento e medidas de prevenção.

As hepatites virais são doenças silenciosas que, muitas vezes, não apresentam sintomas nas fases iniciais, mas o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento e para evitar complicações mais graves. Dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN), no Tocantins, até 09 de junho de 2025 já foram notificados 26 casos e em 2024 foram notificados 170 casos. 

Para combater a doença no Tocantins, a Diretora de Vigilância de Doenças Transmissíveis e Não-Transmissíveis da SES-TO, Gisele Silva Carvalho Luz, explica que a Pasta incentiva os municípios a realizarem atividades de testagem rápida para HIV, sífilis, hepatite B e C, distribuir preservativos e gel lubrificante, ampliar a vacinação contra hepatite A e B e divulgar informações sobre prevenção, transmissão e autocuidado. 

“Em 2025, o Estado está na quinta etapa da implementação da Linha de Cuidado das Hepatites Virais, em parceria com o Ministério da Saúde, com reuniões periódicas para alinhar estratégias de cuidado integral. Em maio, o Tocantins participou do lançamento do Guia de Eliminação das Hepatites Virais no Brasil, que define diretrizes para eliminar a doença como problema de saúde pública”, informou Gisele.

O médico infectologista, Alexandre Janotti pontua que, “as hepatites virais seguem sendo um importante problema de saúde pública, embora tenham diminuído com melhorias em saneamento básico e vacinação. Todas as hepatites podem ser assintomáticas ou causar sintomas inespecíficos (febre, desconforto abdominal, icterícia). As formas B e C podem se tornar crônicas e evoluir para cirrose ou câncer de fígado ao longo de décadas”.

O especialista destacou a importância de procurar uma unidade básica de saúde para verificar a situação vacinal e realizar exames, garantindo diagnóstico precoce e tratamento adequado, todos disponíveis pelo SUS. “Pegar a hepatite A na fase adulta é ruim, porque ela pode ser mais intensa e a chance de hepatite fulminante (leva à falência do fígado em dias ou semanas) é maior, embora raro, mas é muito pior do que ter a hepatite A quando criança”.

 

Formas de contágio

As hepatites A e E são transmitidas principalmente por via fecal-oral, por meio de água ou alimentos contaminados e contato pessoa a pessoa. Já as hepatites B, C e D se disseminam por contato com sangue contaminado por meio de compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, materiais de manicure/pedicure sem esterilização ou por relações sexuais desprotegidas. Ocorre ainda a transmissão de mãe para filho (também chamada de transmissão vertical) é possível nas hepatites B, C e D.

 

Prevenção

Entre as principais estratégias preventivas estão lavar as mãos com frequência e garantir a higiene de alimentos e água para prevenir hepatites A e E; usar preservativos em todas as relações sexuais; evitar compartilhamento de objetos perfurocortantes; garantir a esterilização de materiais em procedimentos médicos, odontológicos, tatuagens ou piercings e vacinar-se, com a imunização disponível no SUS.

“É importante esse cuidado com esses materiais e com as formas de transmissão para evitar a evolução para doenças graves, como cirrose ou câncer hepático. O teste rápido está disponível nos postos de saúde e o tratamento é de fácil acesso pelo SUS”, afirmou a hepatologista, Dra. Nadja Duarte Oliveira.

Também hepatologista, Maria Augusta de Oliveira reforçou que “a forma de prevenção é ter sexo seguro, usar camisinha, não compartilhar materiais pérfuro-cortantes e conhecer o parceiro. Hoje, a transfusão de sangue é muito mais segura, com testes rigorosos nos bancos de sangue”.

 

Tratamento e cura

A hepatite A costuma se resolver sozinha, com repouso e hidratação, conferindo imunidade permanente. A hepatite B não tem cura definitiva, mas conta com antivirais eficazes para controlar o vírus e reduzir os sintomas. Para a hepatite C, avanços em antivirais de ação direta (DAA) proporcionam taxas de cura superiores a 95%, com tratamentos curtos e acessíveis no SUS. Já a hepatite D não possui cura, mas pode ser controlada com o tratamento da B. A hepatite E, por sua vez, geralmente se resolve espontaneamente.

 

Edição: Aldenes Lima - Governo do Tocantins

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