Um trabalho continuado que tem feito a diferença no combate e controle do número de notificações de casos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti tem sido desenvolvido pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica das Doenças Vetoriais e Zoonoses, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Ações que compreendem atendimento direcionado a cada município com orientações e visitas e acompanhamento de casos por meio de sistema de informação fazem parte da rotina dos técnicos.
Acompanhar 100% dos municípios através dos sistemas de informação, tanto relacionado ao controle vetorial através do índice de infestação predial, quanto da notificação dos casos é, segundo a titular da diretoria, Mary Ruth Batista Glória Maia, realizado diariamente. “Fazemos o acompanhamento através do diagrama de controle onde semanalmente as informações captadas são transferidas para o diagrama e na medida em que a gente verifica a curva de ocorrência da doença a gente dá um sinal de alerta ao município, verificando se a situação dele é em estado de alerta, epidemia ou surto. A partir daí a gente orienta os municípios sobre as atividades que precisam ser desenvolvidas para que os níveis de notificação diminuam”, explica.
Nos casos dos municípios que não conseguem atingir as metas em visitações e demais ações relacionadas ao combate e controle do vetor, a diretora explica que a Sesau tem dado suporte total. “Estamos aqui 12 horas por dia à disposição dos municípios com contatos diários. Contamos com a sala de coordenação e controle com profissionais da área técnica de Dengue e de outras instituições para orientar os municípios e tirar dúvidas a respeito de suas dificuldades não só na rotina do trabalho, mas também em relação aos sistemas de informação que, às vezes, têm dificuldade na alimentação do sistema e no programa de vigilância. Temos profissionais que monitoram no sistema, por telefone, através de e-mails e pessoalmente, porque muita gente vem tirar dúvidas”, enfatiza.
Supervisões técnicas
Além das orientações a distância, mencionadas pela diretora, a Sesau também realiza supervisões periódicas junto aos municípios. “As supervisões acontecem de acordo com nosso Plano Anual de Saúde e são planejadas de acordo com a situação epidemiológica apresentada pelos municípios nos anos anteriores. Os municípios mais sensíveis em relação às notificações são visitados por uma equipe multisetorial da secretaria para dar um suporte, verificando as necessidades e dificuldades para desenvolver as atividades conforme o que é preconizado pelo plano nacional. Junto com estes municípios buscamos meios de resolver a situação e reduzir as notificações e casos”, destaca.
Avaliação e orientações
As recomendações emitidas pela Sesau são feitas através de ofícios acompanhados de um relatório do monitoramento do município e a avaliação de sua situação, indicando aos técnicos municipais se o contexto identificado é de alerta, de risco, de um cenário de surto ou epidemia. Com base nestas informações também são encaminhadas orientações a serem adotadas para atuação articulada entre as equipes de vigilância epidemiológica, a assistência e ao controle vetorial do município.
Dentre as possíveis orientações estão:
· monitorar os indicadores através dos sistemas de informação e elaborar boletins informativos aos profissionais de saúde e população;
· monitorar os dados laboratoriais, para avaliar a taxa de positividades no município e sorotipos circulantes;
· acompanhar as internações por agravo;
· reorganizar os serviços de atenção à saúde, bem como notificar e investigar todos os casos suspeitos de dengue para que sejam encerrados em tempo oportuno;
· garantir a realização de exames laboratoriais específicos e inespecíficos;
· promover mobilização intersetorial e social para a coes de limpeza urbana, armazenamento e destino correto do lixo;
· promover a manutenção dos equipamentos para aplicação de inseticidas
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