Estado incentiva hospitais a implantarem núcleos de segurança do paciente

por Juliana Matos/Governo do Tocantins
-
Para ampliar o número de núcleos no Estado, Cristina Aparecida diz que o Núcleo Estadual atuará como articulador e apoiador dos hospitais
Para ampliar o número de núcleos no Estado, Cristina Aparecida diz que o Núcleo Estadual atuará como articulador e apoiador dos hospitais - Foto: Juliana Matos/Governo do Tocantins file_download

Para apoiar e incentivar a implantação de Núcleos de Segurança do Paciente (NPS) nos hospitais públicos e privados do Tocantins, a Secretaria de Estado da Saúde criou o Núcleo Estadual de Segurança do Paciente (NESP), cuja primeira reunião aconteceu na tarde desta segunda-feira, 13, no auditório da Vigilância Sanitária Estadual, em Palmas. Os NPS são serviços especializados e que atuam dentro dos hospitais de pequeno, médio e grande porte no registro de eventos adversos relacionados à internação de pacientes e na sensibilização das equipes dedicadas à assistência hospitalar no desenvolvimento de métodos focados na segurança do paciente e prevenção de acidentes e infecções causadas por condições inadequadas de atendimento.

Na rede hospitalar pública do Tocantins, atualmente há quatro núcleos ativos. Para ampliar este número, o Núcleo Estadual, conforme explica a administradora hospitalar e técnica representante do Núcleo Estadual, Cristina Aparecida de Freitas, atuará como articulador e apoiador dos hospitais da rede pública e privada, para que os mesmos procedam a implantação de núcleos de acordo com as regulamentações vigentes, que prevêem inclusive o aproveitamento de estrutura de comitês, comissões ou núcleos já existentes nos hospitais. Cabendo aos próprios hospitais o desenvolvimento de ações internas que propiciem intervenções em prol da melhoria da qualidade do atendimento e da segurança do paciente, construção de um plano de segurança do paciente baseado na realidade da própria, entre outras medidas.

“Infelizmente é uma realidade o risco de um profissional esquecer protocolos, por um serviço não implantar medidas de controle dentro das assistências hospitalares, onde muita gente trabalha, há um fluxo intenso de pessoas, isto tudo propicia erros. Vamos reforçar as políticas nacionais de segurança do paciente e havendo grupos atuantes, efetivos, trabalhando e gerenciando este programa nos hospitais, com certeza vamos prevenir incidentes. Do ponto de vista da vigilância sanitária, entendemos isso como um avanço na qualidade da assistência, na promoção e na própria segurança do paciente”, explica Gracilane Aguiar, diretora estadual da Vigilância Sanitária.

Eventos adversos

A gerente de Controle de Infecções e Análise de Riscos da Vigilância Sanitária Estadual, Fabíola Alvim Costa Lemos, explica que cabe aos NPS o registro de notificações de todos os eventos adversos ocorridos dentro das unidades de assistência, sendo mais comuns úlceras por pressão, quedas, erros de administração ou prescrição de medicação, etc. “São eventos que não deviam acontecer e pela qual o paciente não deveria passar, mas que ocorreu durante seu período de internação”, completa.

O monitoramento de eventos adversos faz parte dos objetivos do Programa Nacional de Segurança do Paciente criado em 2014 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e estabelece que, enquanto fica a cargo das unidades de saúde o registro desses eventos, às Vigilâncias Sanitárias Municipal e Estadual o monitoramento destes registros. As diretrizes que ditam como devem funcionar os NSP são a Portaria nº 529/2013 e a RDC nº 36/2013.

Convidados

Foram convidados a compor o Núcleo Estadual através da indicação de representantes de diferentes segmentos da Saúde, entre eles, da Superintendência de Atenção à Saúde e da Superintendência de Vigilância em Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de Palmas, da Universidade Federal do Tocantins e do Ministério Público Estadual (MPE) e técnicos do hospital sentinela.  A próxima reunião do Núcleo Estadual está prevista para 3 de agosto.

“Reconheço todo o esforço da atual gestão em construir um plano de ação estadual visando corrigir inequidades em saúde e que os riscos que os pacientes estão expostos não podem se relacionar ao subfinanciamento da saúde, haja vista as falhas nos processos de trabalho relativos ao manejo do paciente”, disse a promotora de Justiça Maria Roseli de Almeida Pery em suas considerações na primeira reunião.

Fabíola Alvim explica que cabe aos núcleos o registro de notificações de todos os eventos adversos ocorridos dentro das unidades de assistência - Juliana Matos/Governo do Tocantins file_download
keyboard_arrow_up