Para subsidiar ações contínuas a serem adotadas pelas autoridades de saúde pública, com o intuito de reduzir a exposição da população e dos profissionais de saúde aos riscos de desastres, bem como a redução de doenças e agravos decorrentes dos mesmos, foi criado o Comitê Estadual de Saúde em Desastres. O comitê foi instituído pela Portaria Sesau nº 882, de 17 de junho de 2016, publicada no Diário Oficial nº 4.648 de 27 de junho de 2016.
Destinado a integrar as ações e serviços de saúde, o Comitê atua na organização e fortalecimento da Secretaria de Estado da Saúde, por meio da integração das ações de atenção básica, vigilância em saúde e assistência, de acordo com os conceitos de gestão de risco para desastres.
O Comitê Estadual de Saúde em Desastre apresentou na tarde desta terça-feira, 13, o mapeamento das áreas impactadas pela estiagem e as estratégias de atuação que abrangem os 27 municípios prioritários, onde 15 são da região de saúde sudeste, 8 na região Amor Perfeito e 4 na Ilha do Bananal.
O comitê é conduzido pela Diretoria de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, objetivando desenvolver as ações adotadas, continuamente, pelas autoridades de saúde e demais órgãos que compõem o referido comitê a fim de reduzir a exposição da população e dos profissionais de saúde aos riscos de desastres, bem como, a redução das doenças e agravos decorrentes dos mesmos.
Durante o encontro, a colaboradora da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), Marina Sipriano Moreira, expôs o mapeamento dos municípios considerando as informações sobre saúde, educação, aspectos econômicos, geográficos e ambientais. A colaboradora enfatizou a necessidade de unificar as informações, para que elas se tornem mais efetivas e pontuais no momento da execução.
Adriane Valadares, Diretora da Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, ressaltou a importância de planejar, executar, monitorar e avaliar conjuntamente, e que a atuação do comitê evitará a sobreposição das ações por diferentes atores dentro e fora do setor saúde, além de maximizar a capacidade de atuação do Sistema de Saúde, fortalecendo a articulação intra e interinstitucional.
O assessor do Vigidesastre, Murilo Ribeiro, explicou que existem peculiaridades que podem fazer a diferença na hora de levar as ações às comunidades. “As informações trazidas pelo mapeamento nos revelou comunidades vulneráveis que precisam ser alcançadas com ações mais efetivas e para isso também estamos reformulando nossa forma de atuação”, disse.
Dentre as ações de empoderamento junto aos municípios, Ribeiro informou que entre os dias 23 e 25 de agosto, representantes dos 27 municípios prioritários para seca/estiagem e também de alguns prioritários para enchente/alagamento, serão capacitados por uma equipe do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro.
Contribuição metereológica
Ainda durante o encontro, o coordenador do Núcleo Estadual de Meteorologia da Unitins, o biólogo Renato Nascimento, abordou sobre a seca, trazendo esclarecimentos sobre a caracterização, durabilidade e profundidade do fenômeno.
As elucidações, de acordo com o biólogo, facilitará o trabalho das equipes instaladas nos municípios, uma vez que capacitadas auxiliarão nas observações climáticas, pesquisa, transferência de informação e no desempenho do trabalho em conjunto com os órgãos envolvidos no Vigidesastres.
“Com esses pequenos centros meteorológicos instalados nos municípios será possível nos aproximar ao máximo da realidade podendo nos aprofundar na previsão do tempo de cada localidade”, observou ressaltando, ainda, que o clima personalizado, além de orientar as comunidades sobre os ciclos de chuva ou de seca, auxilia produtores sobre o momento certo de plantar, contribui com a vegetação e plantios na área urbana a fim de aumentar o sombreamento, diminuir a temperatura e a perda de água devido a seca.
Estiveram presentes representantes de órgãos convidados, Secretaria Estadual de Recursos Hídricos, Secretaria de Trabalho e Assistência Social, Defesa Civil Estadual, Núcleo Estadual de Meteorologia e Recursos Hídricos-NEMET, Naturatins, 22º Batalhão de Infantaria do Exercito, Fundação Nacional de Saúde-FUNASA e IBAMA.
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