O Estado do Tocantins está contando com mais 17 profissionais de Saúde com graduação de mestre, que desenvolveram pesquisas voltadas a melhora no sistema de saúde pública do Estado e que quando colocadas em prática poderão fortalecer os serviços oferecidos à população. Os temas trabalhados foram: A distribuição espaço-temporal da Leishimaniose Humana, Leishimaniose visceral em crianças, Intoxicação por agrotóxicos, acidentes de trabalho, redução da sífilis congênita, mortalidade por suicídio, educação em saúde, saúde da família, acesso da população indígena aos serviços de saúde, acolhimento e classificação de risco em um hospital maternidade, financiamento da saúde, plano municipal de saúde, planejamento em saúde, perfil do gestor em saúde, relação universidade e serviços de saúde, implantação de Kanban em hospitais e variação de custos.
A mestre Nelma Santos, que também é diretora de enfermagem do Hospital e Maternidade Dona Regina, abordou o tema Implantação do Acolhimento com Classificação de Risco em um hospital e maternidade e disse que vai aplicar as estratégias do estudo na unidade. “Partimos da realidade que vivenciamos com o intuito de melhorar as deficiências que rotineiramente observamos e pudemos verificar, a partir de itens como escuta qualificada que o acolhimento com a classificação de risco dentro do Dona Regina precisa melhorar na prática. Dentro dessa perspectiva, concluímos que é preciso investimento na capacitação e qualificação do profissional para que este trabalho seja feito de tal forma que o usuário tenha confiança e estabeleça um vínculo com a maternidade”, ressaltou.
Ainda segundo Nelma, como parte do plano de ação de seu trabalho, está prevista, para o próximo semestre, capacitações em parceira com o Ministério da Saúde. “Já conversamos com os gestores da maternidade e a Coordenação de Psicologia e conseguimos que psicólogos fiquem na unidade também no turno da noite, o que é essencial para o processo de acolhimento”, disse.
O Financiamento da Saúde foi abordado pelo odontólogo, fisioterapeuta e agora mestre, Daniel Zemuner, que analisou a evolução das receitas e despesas da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins de 2003 a 2014. Segundo ele, “o principal ponto observado foi que as despesas têm crescido o dobro das receitas vinculadas à saúde e isso é algo preocupante, porque se há um gasto maior do que o que se ganha, uma hora há falência. È o que temos observado alguns atrasos de pagamentos de fornecedores e contrapartidas, por exemplo”, afirmou.
Para reverter a situação atual, o pesquisador destaca que “é preciso fazer uma reformulação da gestão e controle de gastos com medidas “pouco simpáticas”. “No trabalho aponto 10 sugestões, como aprimoramento dos fiscais de contrato para que possam acompanhar com propriedade a execução do que foi acordado por ambas as partes; ajustes de servidores, no que diz respeito ao cumprimento de carga horária, com definições específicas de plantões para que assim se evite o pagamento de plantões extras e redimensionamento do pessoal de todas as unidades, para que haja o aproveitamento desses pessoal em várias frentes, otimizando a atuação do recurso humano que a secretaria já possui”, finalizou.
Ana Cláudia Bastos, que trabalha como enfermeira dentro do Hospital Geral de Palmas (HGP), aceitou o desafio da graduação e desenvolveu um projeto para resolver o que ela considera um grande problema dentro da unidade: o gasto com o processamento dos resíduos infectantes. “Dentro desta problemática busquei comprovar que é possível gastar menos e já estamos buscando formar um grupo para a execução do plano de gerenciamento desses resíduos para que feito de forma correta o Estado possa economizar e investir em outras áreas da saúde. A economia é muito significativa e após a apresentação a direção da unidade já mostrou interesse e no dia 16, farei uma apresentação exclusiva para o secretário”, afirmou, a mestre, acrescentando que está empolgada “quando fazemos o projeto pensamos em provocar uma mudança e se isso acontecer ficarei muito feliz”, finalizou.
O secretário de estado da Saúde, Marcos Musafir, acompanhou a apresentação dos trabalhos e se disse “maravilhado com o conteúdo exposto”. “O desenvolvimento desses trabalhos é de extrema importância, principalmente pela contribuição que cada especialista vai pode dar ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Tocantins. “O que esperamos agora é a continuidade do aprendizado, com desafios de aplicar à realidade do Estado, de tal forma que o SUS dê certo. A população precisa do conhecimento de cada um dos nossos pesquisadores”, destacou.
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