Estado busca amenizar impactos dos agrotóxicos na saúde humana

por Aldenes Lima/Governo do Tocantins
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Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil ocupou, em 2008, a primeira posição no ranking mundial de países consumidores de agrotóxicos e vivencia o aumento de sua utilização nos meios urbano e rural.
- Foto: Josy Karla/Governo do Tocantins file_download

Regularmente capacitações para os profissionais de saúde são realizadas no Estado, para que os casos de intoxicação sejam notificados e assim sejam elaboradas propostas de intervenções. Dentro dessa perspectiva a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) realizou um debate com a participação de órgãos ambientais, de controle social, sindicatos, acadêmicos, nutricionistas, psicólogos, engenheiros ambientais e de alimentos. O evento aconteceu na tarde da quinta-feira, 5, em Palmas.

A ideia, segundo a diretora de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador, da SES-TO,  Adriane Feitosa Valadares “é levar  a informação a todos e que todos trabalhem conscientes dessa problemática que é o agrotóxico e assim estejamos atentos com ações diferencias e que tenham impactos positivos. Pretendemos dar visibilidade ao tema e para isso convidamos várias instituições relacionadas com a temática, não só do setor saúde, para buscarmos um planejamento de cada instituição no sentido de amenizar os impactos”, afirmou.

A preocupação da diretoria se baseia nos dados relacionados ao Estado, que tem cerca de 200 casos notificados anualmente. “A maioria são trabalhadores rurais que tem a exposição mais acentuada a estes produtos”, destacou Adriane.

Durante o evento foi apresentado pelo pesquisador e professor da Universidade Federal de Mato Grosso, Jakson Barbosa um panorama dos impactos dos agrotóxicos e a preocupação com a população exposta. “Os dados são muito preocupantes e somente a articulação de várias entidades será possível uma mobilização e conscientização sobre as outras formas de se ter alimentos seguros e saudáveis como agroecologia, produção orgânica, hortas comunitárias e hortas residenciais para termos uma melhor qualidade de vida e não termos danos dos produtos atuais”, enfatizou o professor, acrescentando que “o Tocantins foi muito feliz com esta ideia de articulação e certamente com eventos como estes estamos plantando um futuro melhor para a população de todo o Brasil”.

Contaminação

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil ocupou, em 2008, a primeira posição no ranking mundial de países consumidores de agrotóxicos e vivencia o aumento de sua utilização nos meios urbano e rural. Essa situação coloca em risco boa parte da população, que pode ser exposta a partir das atividades laborais ou da contaminação do meio ambiente, da água e dos alimentos.

Pesquisa publicada em 2016, pela professora de Geografia Agrária da Universidade de São Paulo, Larissa Mies Bombardi aponta que “o Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos, posto roubado dos Estados Unidos na década passada e ao qual seguimos aferrados com unhas e dentes. A cada brasileiro cabe uma média de 5,2 litros de venenos por ano, o equivalente a duas garrafas e meia de refrigerante, ou a 14 latas de cerveja”.

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