Planejar e monitorar as ações e assim fortalecer a Rede Estadual de Saúde do Trabalhadorem todos os 139 municípios tocantinenses. Este é objetivo dos técnicos reunidos esta semana em Palmas. O encontro é realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Gerência de Saúde do Trabalhador (GST) e o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador do Estado do Tocantins (Cerest), em conjunto com os Núcleos de Saúde do Trabalhador e Cerest Regional Araguaína.
A diretora de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhado, Adriane Valadares destacou que no evento são verificados “o cumprimento dos indicadores que foram pactuados e sua execução, porque estes municípios receberam um incentivo financeiro visando fortalecer a política de saúde do trabalhador, então este momento é de avaliação: o que fizemos, o que não fizemos e quais as estratégias que devemos está inovando para se fazer o que não foi feito”.
Sobre o balanço, a gerente da Saúde do Trabalhador/Cerest, Magna Dias Leite destacou que “está sendo bom. Muitos municípios estão cumprindo a política conforme pactuado no “Projeto Fortalecimento”, tem uns que estão tentando e outros que precisam de mais auxílio nosso. Então esta reunião é importante para este realinhamento para que a rede esteja toda falando a mesma língua até 2018”.
Dados da Diretoria de Vigilância Ambiental e do Trabalho (DVAST), os setores que mais registram acidentes de trabalho no Tocantins são a agricultura, pecuária, silvicultura e exploração florestal, construção, comércio e reparação de veículos. Os locais em que mais ocorrem os acidentes são nas instalações do contratante e via pública e, na maioria das notificações, o trabalhador tinha carteira assinada.
Coordenadora de educação permanente e saúde do trabalhador no município de Dianópolis, Nilce Nara Marins falou sobre a capacitação e a diferença que fará em seu trabalho diário. “Este momento é bem rico, onde temos aprendido com as experiências dos outros municípios para podermos melhorar nossos procedimentos de trabalho e conhecer mais a política e todas as áreas que ela percorre e assim alinhar os trabalhos para o próximo ano”, afirmou acrescentando que“em Dianópolis temos um acompanhamento bem rigoroso e a gente tem um panorama real. É uma região de muitas fazendas e temos um olhar específico para isso, fiscalizando e orientando, junto com a vigilância sanitária, já que não temos um caráter punitivo e sim educativo. É um trabalho de formiguinha que tem dado resultado e isso tem diminuído os índices de acidentes, que atualmente são em média 27 por ano”.
Dados
Em 2016, foram registrados no Estado, 1.382 casos de acidentes de trabalho grave. Até maio deste ano, mais de 400 acidentes já foram registrados.
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