Em um gesto de amor, família autoriza captação de múltiplos órgãos no HRA

A doação salva vidas de pacientes que estão na lista de espera do Sistema Nacional de Transplantes
por Gláucia Mendes/Governo do Tocantins
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- Foto: Equipe médica durante a captação de órgãos no HRA. Foto divulgação file_download

O Hospital Regional de Araguaína (HRA) realizou, na sexta-feira, 21, uma captação de órgãos coordenada pela equipe da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) e pela Central Estadual de Transplantes do Tocantins (CETTO). A família, em um ato solidário, autorizou a doação de uma paciente do sexo feminino, de 53 anos.

Além da CIHDOTT e da CETTO, a ação contou com a equipe do Hospital Adventista do Pênfigo, de Campo Grande (MS), e com apoio da Força Aérea Brasileira.

A enfermeira da CIHDOTT/HRA, Lunary Maciel, afirmou que, “o que presenciamos nesta família foi a mais pura coerência entre a vida vivida e a decisão tomada. A doação de órgãos, neste caso, não foi um ato de superação, mas sim a continuidade natural da generosidade da doadora. A firmeza e a tranquilidade com que o esposo e as filhas confirmaram o desejo de doar são um testemunho de amor e um alento para toda a nossa equipe. É um gesto que transforma a dor em um legado de vida”.

O médico da CIHDOTT/HRA, Claudivan Abreu, destacou o ponto clínico. "A doação é um processo de extrema complexidade técnica, mas que só se concretiza pela decisão humana. O consenso imediato e inabalável desta família é um farol. Ele nos lembra que, mesmo no momento mais difícil, a capacidade de enxergar a vida que pode ser salva é um ato de profunda clareza e altruísmo. A doadora, através de sua família, nos ensina que a vida sempre encontra um caminho para se multiplicar”.

Para o psicólogo da CIHDOTT/HRA, Eduardo de Pinho, a decisão revela força e propósito. “A decisão de doar, neste contexto, revela uma força e clareza de propósito. Não houve hesitação, pois a família reconheceu que a doação era a expressão final da essência da doadora, que sempre foi a de cuidar. É um ato de amor que ressignifica a ausência, transformando a perda em um ato de presença eterna. Eles nos mostram que o verdadeiro legado de uma pessoa é a capacidade de continuar doando, mesmo após a partida”.

 

Revisão Textual: Aldenes Lima/Governo do Tocantins

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