Dona Regina conta com Protocolo de Atenção ao Parto e Nascimento

por Aldenes Lima / Governo do Tocantins
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Protocolo foi apresentado a profissionais no Dona Regina
Protocolo foi apresentado a profissionais no Dona Regina - Foto: Heitor Iglesias /Governo do Tocantins file_download

Estabelecer a competência dos profissionais que atuam no trabalho de parto e, consequentemente, promover um melhor atendimento à mulher e aos recém-nascidos. Este é o objetivo do Protocolo Multidisciplinar de Assistência ao Parto e ao Nascimento do Hospital e Maternidade Dona Regina (HMDR). O documento, que será entregue oficialmente a órgãos como Conselho Regional de Medicina (CRM), Conselho Regional de Enfermagem (Coren),  Sociedade Brasileira de Enfermagem Obstétrica (ABENFO) e  a todos os coordenadores  da unidade, possibilita uma nova visão em relação ao trabalho de atenção ao parto.

Para o diretor geral da unidade, Giovani Merenda, o protocolo traz grandes benefícios. “Todos ganhamos, nós hospital, profissionais de saúde, mães que chegam para ter filho, bem como o bebê que nasce. A implantação deste protocolo, que está em sua terceira edição, foca a organização do trabalho da enfermagem”, disse.

Ainda segundo o diretor, a participação da enfermagem obstétrica é uma tendência mundial e uma exigência do Ministério da Saúde dentro da Rede Cegonha, da qual o Dona Regina faz parte. O protocolo ainda garante ao Dona Regina a permanência do mérito de Hospital Amigo da Criança.

Segundo a fisioterapeuta e membro da equipe matricial de Humanização, Wilma Manduca, as mudanças não são fáceis, mas são necessárias. “Vivemos um momento de mudanças no paradigmas de atenção ao parto. Somos uma maternidade priorizada pelo Ministério da Saúde e ele tem investido para passarmos, definitivamente, a fazer o que chamamos de parto humanizado”, afirmou, acrescentando que as mudanças nas práticas são importantes, inclusive, para que os residentes saiam com uma nova visão de atenção ao parto.

O Protocolo Multidisciplinar foi pactuado no Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e está oficialmente estabelecido no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). A partir deste protocolo, haverá uma participação mais enfática da enfermagem obstétrica durante os partos em que a mulher tem o chamado baixo risco ou risco habitual. “A enfermeira obstetra tem todas as condições de assistir esta mulher de uma forma muito menos invasiva e muito mais humanizada respeitando o tempo e a fisiologia do parto”, explicou a fisioterapeuta Wilma.

Ações no Dona Regina

A fisioterapeuta destacou ainda as ações que o Dona Regina já desenvolve para o parto humanizado. “Tentamos cumprir tudo o que é preconizado pelo Ministério, como a questão do acompanhante de livre escolha da mulher, mudança de ambiente, individualização dos leitos, o direito da mulher de receber os métodos não farmacológicos de alento à dor, as posições que sejam mais favoráveis à gravidade e o incentivo ao aleitamento materno, bem como o contato pele a pele do bebê com a mãe logo após o nascimento, independente de ser parto cesáreo ou natural”, destacou.

Capacidade

A equipe de enfermagem da maternidade foi capacitada com cursos de especialização e tem feito estágios em hospitais como o Sofia Feldman, de Minas Gerais, que é referência. Atualmente o Dona Regina está pleiteando o título de centro de referência nas boas práticas à atenção ao parto e nascimento.

 

Giovani Merenda destaca que o protocolo traz grandes benefícios - Heitor Iglesias /Governo do Tocantins file_download
Wilma destaca que o protocolo vai permitir, também, que os residentes atuantes na unidade saiam com uma nova visão de atenção ao parto - Heitor Iglesias /Governo do Tocantins file_download
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