Dia Mundial do Transtorno Bipolar: SES-TO reforça a importância do diagnóstico precoce

Data chama atenção para sinais, causas e formas de cuidado com a saúde mental
por Savick Brenna/Governo do Tocantins
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Doença é caracterizada por forte variação de humor. - Foto: Reprodução internet file_download

Celebrado em 30 de março, o Dia Mundial do Transtorno Bipolar busca ampliar o conhecimento da população sobre a condição e combater o estigma que ainda cerca os transtornos mentais. Caracterizado por alterações intensas de humor, energia e comportamento, o transtorno bipolar pode impactar significativamente a qualidade de vida quando não tratado.

O tipo um afeta cerca de 1% da população mundial e é marcado por episódios intensos de euforia, com sintomas como excesso de confiança, irritabilidade e, em alguns casos, alucinações e delírios. Já o tipo dois atinge entre 0,5% e 2% das pessoas, apresentando períodos mais prolongados de depressão e episódios mais leves de euforia. Os primeiros sinais do transtorno costumam surgir entre os 16 e 25 anos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.

De acordo com o psiquiatra Dr. Tiago Américo, o transtorno bipolar é uma condição complexa e multifatorial. “O transtorno afetivo bipolar é um transtorno do humor, da energia e da cognição. Geralmente, o primeiro episódio ocorre no fim da adolescência e início da idade adulta, antes dos 25 anos, mas pode surgir em qualquer fase da vida”, explica.

Ainda conforme o especialista, a doença tem caráter cíclico e se manifesta por episódios distintos. “É um transtorno cíclico, que se apresenta com fases de depressão e fases de elevação do humor, chamadas de mania ou hipomania.”

Durante os episódios de mania ou hipomania, o paciente pode apresentar mudanças importantes no comportamento. “Nessas fases, a pessoa pode ficar mais agitada, irritada ou excessivamente animada, falar mais do que o habitual, dormir pouco sem sentir sono, ter pensamentos acelerados, aumento da autoconfiança, impulsividade e comportamentos de risco”, destaca o médico.

Já nas fases depressivas, os sintomas são diferentes e igualmente preocupantes. “São comuns tristeza, desânimo, cansaço, perda de interesse, alterações no sono e no apetite, dificuldade de concentração, sentimentos de culpa e, em alguns casos, pensamentos de morte. Em algumas situações, sintomas de ambos os polos podem aparecer ao mesmo tempo.”

Sobre as causas, o psiquiatra reforça que não há um único fator determinante. “É um transtorno sem etiologia bem definida. Existem fatores genéticos e fatores ambientais, como experiências de vida, traumas e uso de substâncias, que contribuem para a manifestação dos sintomas.” O tratamento, segundo o especialista, envolve psicoterapia e psicofármacos, principalmente estabilizadores do humor e antipsicóticos.

Edição: Flávia Mendes/Governo do Tocantins

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