Com o objetivo de promover o intercâmbio de experiências e fortalecer a atuação da rede nacional de apoio a pessoas com câncer de cabeça e pescoço, a coordenadora do GAL (Grupo de Acolhimento e Laços) Palmas, Talita Brunes, realizou nesta semana uma visita técnica ao GAL Floripa, em Florianópolis (SC).
Representando a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), a fisioterapeuta do Hospital Geral de Palmas (HGP) e voluntária da Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço (ACBG Brasil) na Rede+Voz participou de uma imersão nas atividades desenvolvidas pelo grupo catarinense, conhecendo de perto as metodologias de acolhimento, as estratégias de suporte emocional e as ações voltadas à reabilitação social e psicológica dos pacientes.
Durante o encontro, lideranças dos dois estados discutiram os principais desafios enfrentados por pessoas em tratamento oncológico, considerando as diferentes realidades regionais. A proposta foi compartilhar boas práticas e aprimorar o atendimento humanizado oferecido aos participantes dos grupos. “Esses momentos de troca são fundamentais para fortalecer nossa atuação. Conhecer a dinâmica do GAL Floripa e compartilhar a experiência de Palmas ampliam nossa visão e contribuem para uma rede mais integrada e preparada”, destacou Talita Brunes.
O coordenador do GAL Floripa, Marcio André Delfino, ressaltou a importância da iniciativa. “Essa imersão reforça que o câncer não é o fim. No GAL, acolhemos, orientamos e promovemos convivência. A troca de experiências fortalece todos os grupos da rede.”
Além do acolhimento emocional, a atuação dos GALs também está diretamente ligada ao processo de reabilitação física dos pacientes. No caso do câncer de cabeça e pescoço, o tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia, aplicadas de forma isolada ou combinada.
Embora eficazes no controle da doença, esses procedimentos podem provocar sequelas funcionais e estéticas que impactam diretamente a qualidade de vida, como dificuldades respiratórias, limitação de movimentos, dor, edemas, linfedemas, paralisia facial, trismo e comprometimento do ombro após esvaziamento cervical.
Nesse contexto, a fisioterapia exerce papel essencial desde o pré-operatório até o pós-operatório imediato, com foco na prevenção e na minimização de complicações. Exercícios de mímica facial, técnicas respiratórias e estratégias voltadas à recuperação da deglutição, da fala e da mobilidade contribuem para a adaptação do paciente às mudanças decorrentes do tratamento.
Os Grupos de Acolhimento e Laços são coordenados nacionalmente pela ACBG Brasil, por meio da Rede+Voz, e atuam como espaços de escuta, orientação e fortalecimento para pacientes e familiares. A integração entre os grupos regionais amplia o alcance das ações e consolida uma rede solidária que busca garantir que ninguém enfrente o câncer sozinho.
Revisão Textual: Flavia Mendes / Governo do Tocantins
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