Discutir o cenário e buscar garantir melhorias para as mulheres grávidas e recém-nascidos com menos de um ano de idade no Tocantins. Estes foram os objetivos da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), na reunião do Comitê Estadual de Prevenção do Óbito Materno, Fetal e Infantil (CEPOMFI), realizada na quarta-feira, 24. O evento contou com a participação de representantes da Associação Brasileira de Enfermagem (ABen), Escola Tocantinense do Sistema Único de Saúde Dr. Gismar Gomes (ETSUS), Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Tocantins (COSEMS), Secretaria de Estado da Mulher e da Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (SEMUS).
Os dados da Vigilância do Óbito Materno da SES-TO apontam que no último ano, o Estado registrou 14 mortes maternas, 238 óbitos fetais e 293 óbitos infantis em crianças com menos de 01 ano de idade. Além disso, ainda há 35 óbitos infantis que continuam sob investigação. “Essa reunião do CEPOMFI traz uma reflexão de alerta para toda a equipe que atua s na rede de saúde tocantinense sobre quais têm sido as falhas para esse número de óbitos. Será que é durante o pré-natal? Qual tipo de parto está tendo mais óbitos? E estamos avaliando tudo isso para discutir com os profissionais, de modo que todos possam falar a mesma língua e ver o que está acontecendo com a mortalidade materna e infantil em nosso Estado do Tocantins”, disse a Diretora de Atenção Primária (DAP) da SES-TO, Cleidimar Rodrigues Soares Abreu.
“Durante esse encontro do CEPOMFI conseguimos identificar as falhas que houveram desde a condução, até a chegada do óbito, e nessas falhas, a gente vai classificando em conjunto as que são evitáveis e não evitáveis, onde depois de classificadas são emitidas notas a fim de recomendar melhorias onde houve essa falha, que por exemplo, 90% da nossa recomendação será emitida à assistência primária no Tocantins, que precisa melhorar a qualidade dessas consultas ofertadas no sistema de saúde”, disse a médica pediatra do CEPOMFI/SES-TO, Gabrielle Sevilha.
Para a enfermeira da ETSUS, Liana Barcelar, “enquanto escola, a ETSUS apoia o trabalho do CEPOMFI por meio da análise dos óbitos e também de todas as atividades que envolvem a questão da redução da mortalidade materna, pautando essa questão dentro da Escola e também nas diversas atividades e fora dela também em outros espaços, pois é de suma importância conhecer esses óbitos, saber como eles ocorrem, onde ocorrem e quais são as condições desses agravos, de forma da gente poder propor ações para evitá-los”, relatou.
Metas
Buscando apoio e estratégias que deem conta da assistência, a SES-TO aderiu ao projeto Zero Morte Materna, elaborado pelo Ministério da Saúde (MS), que tem como objetivo promover intervenções exitosas de promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento oportuno e adequado para reduzir as mortes por hemorragias obstétricas, com cuidados contínuos que vão do lar da comunidade para os serviços de Saúde.
Edição: Aldenes Lima - Governo do Tocantins
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