Central de Transplantes do Tocantins participa da Corrida do Fogo para incentivar doações

A equipe da Central de Transplantes estará durante a realização da Corrida do Fogo tirando dúvidas sobre doação de órgãos.
por Laiany Alves/Governo do Tocantins
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Divulgação
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O Corpo de Bombeiros Militar realizará neste sábado, 29, às 19h, a 14ª Corrida do Fogo, com a participação de 1.100 inscritos oficialmente. A prova é uma das mais tradicionais do Tocantins e vai reunir atletas de várias partes do Estado, e atenta a este grande público reunido a Central Estadual de Transplantes (CETTO) estará presente ao evento divulgando a importância da doação de órgãos, um ato de amor ao próximo que pode salvar vidas de diversas pessoas que estão nas filas nacionais de transplantes.

 A gerente da Central de Transplantes do Tocantins (CETTO), Suziane Aguiar Crateús Vilela informa que a Secretaria de Estado da Saúde por meio da Central já tem um Termo de Cooperação Técnica com o Corpo de Bombeiros Militar, com a parceria, podemos realizar campanhas que visem a sensibilização da população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos.

“As corridas de rua mobilizam muitas pessoas e diante a parceria vimos à oportunidade de enviar a mensagem aos corredores de rua, sobre a importância deste ato de amor. Colocamos panfletos junto aos kits de corrida, com informações e dúvidas frequentes sobre a doação de órgãos e tecidos e vamos estar presencialmente esclarecendo e tirando dúvida da população”, disse Suziane. 

Como funciona o serviço

Para ser um doador, deve-se em vida manifestar o desejo à família, pois são os familiares, de 1º e 2º grau, que decidem sobre a concretização deste ato de amor. Após o óbito, uma equipe especializada conversa com a família sobre a doação. E somente com a autorização familiar é possível a concretização deste ato de amor, que é a doação de órgãos e tecidos.

Dúvidas frequentes:

  • Quais são os tipos de doação?

Doação em vida ocorre em qualquer pessoa saudável e legalmente capaz, que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado e medula óssea. Pela Lei, parentes até o quarto grau (avós, pais, irmãos, tios, sobrinhos, primos e netos) e cônjuges podem ser doadores. Pessoas não aparentadas podem doar somente com autorização judicial (exceto se for doação de medula óssea).

Doação após a morte ocorre com qualquer pessoa em morte encefálica, vítima de dano cerebral irreversível, geralmente causado por traumatismo craniano ou derrame. O doador falecido em morte encefálica pode doar órgãos e tecidos (pele, córnea). Pessoas que tenham falecido vítimas de parada cardíaca somente podem doar tecidos.

  • O que preciso fazer para ser um doador?

Para ser um doador, no Brasil, não é preciso deixar nada por escrito nem registrado em documentos. Aquele procedimento antigo de registrar a opção de doador de órgãos na carteira de identidade não existe mais. O essencial para se tornar doador de órgãos é ter uma conversa com a sua família. No momento certo, eles tomarão a decisão, afinal, a doação só acontece após a autorização familiar. Por isso, é importante que você avise a sua família que deseja ser um doador.

  • Por que é importante avisar a sua família?

Porque o procedimento de doação de órgãos só acontece com a autorização da família do doador, depois de diagnosticada e comprovada a morte encefálica. Portanto, é essencial você deixar claro para as pessoas que o cercam a sua vontade de ser um doador.

“Isso é muito importante, pois ainda é alto o índice de não autorização por parte das famílias de possíveis doadores. Então vamos espalhar aos quatro ventos o nosso amor pela vida e a nossa vontade de ajudar quem precisa. Avise a sua família e compartilhe essa campanha”, reforça Suziane Crateus.

  • Posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?

Sim. No Brasil, o diagnóstico de morte encefálica é realizado por meio de um protocolo regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina, em que são realizadas duas avaliações clínicas por médicos diferentes e certificados para isso. Além disso, o protocolo brasileiro exige a realização de um exame complementar. Tudo isso faz com que o Brasil possua um dos sistemas mais rígidos de comprovação da morte encefálica do mundo.

  • Quais órgãos e tecidos podem ser obtidos de um doador falecido?

Coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, valvas cardíacas, pele, ossos e tendões. Um único doador pode salvar ou melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas. A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico, como qualquer outra cirurgia.

  • Para quem vão os órgãos?

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de transplante e estão aguardando em uma lista de espera unificada.

  • E como funciona a lista de espera?

A posição na lista de espera é definida por critérios técnicos de compatibilidade entre doador e receptor (tais como a compatibilidade sanguínea, antropométrica, gravidade do quadro e tempo de espera em lista do receptor). Para alguns tipos de transplantes é exigida, ainda, a compatibilidade genética.

Quando a doação é autorizada pela família, é a Central Estadual de Transplantes que gera a lista de receptores compatíveis. Todo esse processo é feito por meio de um sistema informatizado. Se não existirem receptores compatíveis, ou o estado não realizar a modalidade de transplante do órgão doado, a distribuição passará da Central Estadual para a Central Nacional de Transplantes. Após a doação, o corpo do doador, após a retirada dos órgãos, é feita a recomposição do corpo, como em toda grande cirurgia, e o doador poderá ser velado normalmente.

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