Com vistas a fortalecer a rede de atendimento dos pacientes de hanseníase no Tocantins, principalmente nos municípios silenciosos (sem casos notificados) e naqueles cujos indicadores estão mais alarmantes, a área de assessoramento da Hanseníase da Secretaria de Estado da Saúde, realizou a formação de uma equipe de assessores para desenvolver atividades in loco, levando em consideração a realidade de cada região de saúde.
Após a capacitação estes profissionais estão aptos a assessorar os profissionais da Atenção Básica em ações voltadas para o diagnóstico precoce, tratamento da hanseníase, avaliação e monitoramento da função neural, assim como o diagnóstico e tratamento das reações hansênicas, além de trabalhar a prevenção e a reabilitação de incapacidade física, a vigilância de contatos e organização de serviço.
A capacitação foi ministrada pelo Dr. Marco Andrey Cipriani Frade, professor da Universidade de São Paulo (USP/Ribeirão Preto) e Assessor da Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação (CGHDE) do Ministério da Saúde, juntamente com a fisioterapeuta Suen Oliveira Santos, assessora técnica da hanseníase no estado do Tocantins e Assessora da Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação (CGHDE) do Ministério da Saúde.
Treinamento in loco
A parte teórica aconteceu no anexo I da Secretaria de Saúde, a parte prática na UBS Laurides Lima Milhomem, em Palmas, com atendimento à casos suspeitos, nesta ação foram diagnosticados dois casos novos. Foi realizado também um mutirão de diagnóstico com treinamento in loco da equipe municipal de Brejinho de Nazaré e assessores. Este município foi selecionado por não ter notificado nenhum caso nos três últimos anos. A estratégia utilizada consistiu em avaliar os contatos dos casos já tratados anteriormente e casos suspeitos. Na ocasião foram identificados oito casos de hanseníase. No total foram dez casos diagnosticados durante a capacitação e dezessete profissionais capacitados.
A Doença
A Hanseníase é uma doença crônica granulomatosa, de notificação compulsória e investigação obrigatória, causada pelo Mycobacterium leprae (bacilo de Hansen), que acomete a pele e os nervos periféricos, podendo causar incapacidades físicas e deformidades.
No Brasil a Hanseníase ainda persiste como problema de saúde pública, sendo que o Tocantins é o 1º estado brasileiro com maior número de casos novos notificados em todo País e o 1º no que se refere ao coeficiente de detecção de menores de 15 anos. Dados recentes evidenciam no Tocantins, o coeficiente de detecção geral de 61,32/100.000 hab. e o coeficiente de detecção em menores de 15 anos é de 16,43/100.000 hab., ambos indicadores considerados hiperendêmicos, segundo os parâmetros do Ministério da Saúde.
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