Câncer colorretal pode ser evitado e SES-TO alerta para prevenção e diagnóstico precoce

Doença silenciosa tem até 90% de chance de cura quando identificada na fase inicial
por Alysson-Neya Chaves / Governo do Tocantins
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A SES-TO alerta que o câncer pode ter até 90% de chance de cura. Reprodução internet file_download

O câncer colorretal é um dos mais incidentes e 3º mais letal no Brasil, afirma o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Com este registro, que neste 27 de março, data que marca o Dia Nacional de Combate à doença, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) alerta a população para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce e reforça que, quando identificado nas fases iniciais, o câncer pode ter até 90% de chance de cura. 

 

De acordo com especialistas, a doença afeta o intestino grosso (cólon e reto), desenvolve a partir de pólipos, pequenas lesões benignas que podem evoluir ao longo do tempo, e pode se desenvolver de forma silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Quando os sinais aparecem, os mais comuns incluem presença de sangue nas fezes, alterações no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre), dores abdominais frequentes, perda de peso sem causa aparente e até anemia. 

 

Entre os fatores de risco estão o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e carne vermelha, baixa ingestão de fibras (como frutas, verduras e legumes), sedentarismo, obesidade, tabagismo, consumo de álcool e histórico familiar da doença. Já a prevenção está diretamente ligada ao estilo de vida com alimentação equilibrada, rica em fibras, prática regular de atividade física, redução do consumo de álcool e abandono do tabagismo são medidas fundamentais.

 

 

O médico Coloproctologista Gustavo Bezerra, enfatiza que a prevenção ainda é o melhor caminho. “O exame de colonoscopia é indicado para homens e mulheres a partir dos 45 anos, mesmo sem sintomas, e deve ser repetido a cada cinco anos, conforme orientação médica”, destaca.

 

De Palmas, a paciente, Amanda Mendes dos Santos Aguiar, relata que procurou atendimento após perceber alterações no organismo. “Tudo começou em 2024, quando senti desconfortos e busquei ajuda médica. Recebi o diagnóstico, fui encaminhada rapidamente e tive suporte também no SUS. Encontrei uma equipe oncológica preparada, muito boa no Hospital Geral de Palmas, e ficou minha disposição, psicóloga, nutricionista, caso precisasse. Meu conselho é observem os sinais do corpo. E procurem atendimento sem medo, sem vergonha. Quanto antes, maior as chances de cura”.

 

O paciente Gilson Robson dos Passos, de Paraíso do Tocantins, também destaca a importância de agir rápido. “Percebi algo diferente nas fezes e procurei atendimento. Descobri a doença ainda no início, fiz cirurgia e quimioterapia. Hoje estou curado. O atendimento que recebi foi essencial para minha recuperação”, relata.

 

Dados

De acordo com a SES-TO, em 2024, foram registrados 116 casos confirmados de câncer colorretal no estado. Em 2025, o número caiu para 76 registros, totalizando 192 casos nos dois anos. Apesar da redução, o alerta permanece, especialmente pela característica silenciosa da doença.

 

No Tocantins, os serviços de oncologia são ofertados nas duas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACOM) localizadas em Palmas e Araguaina.

 

Revisão Textual: Flavia Mendes/Governo do Tocantins

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