Campanha da Sesau visa estimular diagnóstico precoce da hanseníase

por Juliana Matos/Governo do Tocantins
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Técnica destaca que a proposta da campanha é disseminar informações de incentivo ao diagnóstico precoce da doença
Técnica destaca que a proposta da campanha é disseminar informações de incentivo ao diagnóstico precoce da doença - Foto: Josy Karla/Governo do Tocantins file_download

A partir desta terça-feira, 2 de fevereiro, inicia-se a Campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase no Tocantins, que este ano tem como tema “Hanseníase: Quanto antes você descobrir mais cedo vai se curar”.

Em todo o Tocantins, por orientação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), salas de espera de Unidades da Saúde da Família (USF) e outros serviços farão atividades voltadas para divulgação dos sintomas, onde buscar tratamento e de incentivo à busca ativa de pacientes e contactantes.

Em Palmas, técnicos da Sesau e Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (Semus) farão distribuição de material informativo e abordagens educativas para tirar dúvidas dos frequentadores do Parque Cesamar sobre a hanseníase, no dia 15 de fevereiro, a partir das 17 horas.

A proposta da campanha é disseminar informações de incentivo ao diagnóstico precoce da doença e de diminuição do estigma e do preconceito ainda presentes no contexto de transmissão da hanseníase.

A doença

Os principais sintomas da hanseníase são manchas ou lesões vermelhas ou brancas com alterações ou comprometimento da sensibilidade ou queda de pelos. A técnica da Área Estadual de Assessoramento da Hanseníase,  Hájussa Garcia, explica que ao surgimento desses sintomas em qualquer região do corpo é importante procurar um serviço de saúde para investigação de manchas com alteração da sensibilidade e/ou perda de pêlos e suor, caroços e inchaços no corpo e dor nos nervos.

“O tratamento usa medicamentos administrados via oral e pode durar seis meses ou um ano. O importante é o início imediato para que seja interrompido o ciclo de transmissão do bacilo que causa a hanseníase”, completa Hájussa.

Após o início do tratamento, em poucos dias, o paciente deixa de transmitir o bacilo. “O diagnóstico na fase inicial da doença é importante para início rápido do tratamento visando não só eliminar fontes de infecção, mas também reduzir as chances de incapacidades físicas resultantes de um diagnóstico tardio”, completa Liz Freire Cavalcante, assessora técnica da Hanseníase da Sesau. O tratamento é gratuito e oferecido exclusivamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Números

Levando em consideração o cenário epidemiológico nacional, o estado do Tocantins é considerado hiperendêmico, conforme parâmetros do Ministério da Saúde, ocupando o 2º lugar no ranking nacional de maior número de casos no país, inclusive em pacientes com menores de 15 anos.

Considerando este grupo, 75 casos novos de hanseníase foram notificados em indivíduos menores de 15 anos em 2015. No ano anterior, foram 96 casos novos, enquanto em 2013 foram 82 casos novos em menores de 15 casos com hanseníase. Já em 2012, surgiram 85 casos novos de hanseníase na mesma faixa etária em todo o Estado.

Em relação às notificações gerais de casos novos de hanseníase no Estado, em 2015 foram notificados 814 casos novos de hanseníase. No ano anterior, 1.024 casos novos haviam sido notificados. Em 2013, foram 876 notificações e em 2012 foram 1026 casos novos.

Os dez municípios tocantinenses com maiores números de notificação de hanseníase em 2015 concentram 53,7% do total de casos da doença no Estado. Os municípios são Palmas, Araguaína, Gurupi, Colinas do Tocantins, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins, Guaraí, Pedro Afonso, Miracema do Tocantins e Formoso do Araguaia.

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