Atividades lúdicas marcam Dia Nacional de Combate a Exploração Sexual

por Luciene Lopes/Governo do Tocantins
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O dia 18 de maio, Dia Nacional de Combate à Violência e Exploração Sexual contra Criança e Adolescentes foi marcado por uma programação diversificada com atividades lúdicas e educativas com vistas a “lembrar a sociedade sobre a existência do problema, mostrar o que o Poder Público está atento à questão e, ainda, intensificar as ações que já são realizadas diariamente pelo Serviço de Referência no Atendimento de Crianças em Situação de Violência no Tocantins (Savi)”, destacou a coordenadora do Savi, Rosivânia Tosta.

A coordenadora participou de um evento que aconteceu no município de Paraíso do Tocantins, e lá falou sobre a importância da prevenção e da atenção integral às crianças e adolescentes que sofreram violências, considerando seu impacto na saúde e no desenvolvimento.

As atividades seguiram ao longo do dia realizadas pela equipe do Savi e da Ludoteca no Hospital Infantil de Palmas (HIP). Músicas, participação do grupo animadores do riso e orientações sobre o trabalho realizado pelo Savi fizeram parte da programação que contou com a participação das crianças internadas com diversas patologias.

Midiã Mhaday e Felipe Ferreira, disseram que se sentiram surpresos e felizes com o convite para cantar para as crianças. A pequena Midiã que quer ser médica disse que espera que o seu canto tenha levado mais alegria para as crianças, O violonista e futuro jogador de futebol, Felipe disse que a oportunidade foi um presente para ele.

Os animadores do riso também deixaram seu recado. Por meio da música “Rompendo o silêncio” incentivaram as crianças a falarem para os pais e ou responsáveis tudo que acontece no dia-a-dia. A mensagem foi complementada com as orientações da psicóloga Juliana Martins. A técnica orientou os pais a observar, conversar e avaliar os filhos, diariamente. “Estamos aqui preparados para acompanhar as crianças em caso de algumaagressão, finalizou.

Para Ana Rússia, mãe de uma das crianças internadas no Hospital Infantil de Palmas, “a ação foi importante, pois além de levar diversão para as crianças foi esclarecedora para muitas mães e responsáveis que podem está vivendo a situação e não sabe como lidar”.

Números

Em funcionamento desde 2012, o Savis já atendeu aproximadamente 1000 vítimas de violência sexual, de todas as idades e de ambos os sexos. A coordenadora do serviço, Zelma Moreira, destacou que 70% dos atendimentos são voltados para crianças e adolescentes.

O número de crianças atendidas no Savi tem aumentado significativamente. No ano de sua implantação (2015), de junho a dezembro, foram realizados 45 atendimentos. Já em 2016 foram 378 atendimentos e até o mês de abril deste ano já foram realizados 148 atendimentos.

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