Ambulatório do Hospital Geral de Palmas oferece programação diversificada a pacientes com hemofilia

por Wherbert Araújo/Governo do Tocantins   
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Pacientes e familiares participaram do Dia D da Hemofilia, realizado nesta sexta-feira, 02, no Ambulatório de Hematologia de Palmas - Foto: file_download

Cerca de 17 mil pessoas convivem com a hemofilia no Brasil, segundo a Federação Brasileira de Hemofilia. No Tocantins, atualmente 68 pacientes são atendidos nos ambulatórios de hematologia em Palmas e Araguaína, região norte do Estado.   Pacientes e familiares participaram do Dia D da Hemofilia, realizado nesta sexta-feira, 02, no Ambulatório de Hematologia de Palmas, localizado no Hospital Geral de Palmas (HGP). Na ocasião eles receberam informações, assistiram palestras e participaram de momentos lúdicos. O evento contou com o apoio da Federação Brasileira de Hemofilia.

Segundo a gerente de gestão do Hemocentro, Jaqueline Picoli, atualmente 39 pacientes com hemofilia de 14 municípios da região centro-sul do Estado, e um paciente do Estado do Pará são atendidos em Palmas. “Contamos com uma equipe multiprofissional que além dos atendimentos, dão orientações aos pacientes e familiares sobre como conviver com a doença e manter os hábitos de vida saudáveis”, afirma.

Gerações

A família da agente comunitária de saúde, Jaci Bandeira Santos, convive com a hemofilia há muitos anos. Segundo ela, além de seu pai, o aposentado Daniel Bandeira Barros, de 90 anos, seus dois filhos Luís Henrique e Ítalo Gabriel, de 14 e 12 anos e outros dois sobrinhos são portadores da doença. “Lá em casa todo mundo toma muito cuidado. Inclusive vai fazer três anos que meus filhos não precisam tomar a medicação”, afirmou.

Já a agricultora familiar, Helena Soares da Silva, moradora do município de Paraíso, região Central do Estado, acompanha o atendimento dos netos Edhu e Hud Silas.  “Eu tomo muito cuidado para que não andem de cavalo e façam outras atividades em que possam se machucar para evitar sangramentos”, afirmou.

Convivência

Portador de hemofilia, o aposentado Jackson Augusto Teixeira de Deus, de 47 anos precisou fazer o tratamento da doença em Brasília (DF) e Goiânia (GO) na infância e na adolescência. Morador de Gurupi, Sul do Tocantins, ele atualmente busca a medicação no ambulatório do HGP em Palmas. “Antigamente era muito difícil porque eu precisava viajar por longos períodos, mas tem 15 anos que eu faço o tratamento em Palmas. Vivo uma vida normal só preciso tomar alguns cuidados e fazer uso da medicação”, afirmou. Ainda de acordo com o aposentado, quatro pessoas da sua família são portadores da doença. “Chegamos a perder dois parentes há muito tempo atrás porque não existiam informações sobre a doença. Hoje o atendimento aqui é ótimo, sou muito bem tratado”, afirmou.

Cuidados

De acordo com a odontóloga Lígia de Ávila Gomes Jrege, os cuidados com os dentes, gengivas e boca do paciente hemofílico devem ser constantes a fim de evitar possíveis hemorragias. “Hábitos de escovação e limpeza evitam as cáries e a possibilidade de realizar procedimentos incisivos que possam causar hemorragias”, afirmou.

Cuidados que a dona-de-casa Valdeir Nunes de Sousa precisa tomar com o pequeno Ruan Carlos Nunes, de sete anos. Após a descoberta da doença aos oito meses de vida, a criança precisa tomar medicação três vezes por semana em Palmas. “Tomo sempre cuidado com tudo na saúde dele. O atendimento aqui no ambulatório do HGP é excelente, muito bom”, ressalta.

Saiba Mais

A doença é um distúrbio genético e hereditário que afeta a coagulação do sangue, fazendo com que os sangramentos demorem muito mais tempo para serem controlados, sendo necessária, na maioria das vezes, a infusão de fatores de coagulação. Existem 13 tipos diferentes de fatores de coagulação e os seus nomes são expressos em algarismos romanos. Assim, existe desde o Fator I até o Fator XIII. Esses fatores são ativados apenas quando ocorre o rompimento do vaso sanguíneo, onde a ativação do primeiro leva à ativação do seguinte até que ocorra a formação do coágulo pela ação dos 13 fatores.

 

Na ocasião eles receberam informações, assistiram palestras e participaram de momentos lúdicos - file_download
A gerente de gestão do Hemocentro, Jaqueline Picoli, informou que atualmente 39 pacientes com hemofilia de 14 municípios da região centro-sul do Estado, e um paciente do Estado do Pará são atendidos em Palmas - file_download
O aposentado Daniel Bandeira Barros, de 90 anos, seus dois filhos Luís Henrique e Ítalo Gabriel, de 14 e 12 anos e outros dois sobrinhos são portadores da doença - file_download
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